| Jeferson Rosa Fotografia |
| Cantora revela que escrever poesias no JC foi incentivador |
Há 22 anos Izza Costa nasceu em Bauru com um detalhe: o dom para ser artista. Só havia um problema: faltava o “empurrãozinho” para mostrar seus talentos. Até que um dia ela leu na coluna “Ao Pé da Letra”, do JC, um poema sobre medo e resolveu vencer o próprio, enviando seus versos.
“Eles estavam guardados há anos e publicá-los no jornal foi libertador, trouxe várias realizações pessoais. Graças ao incentivo do JC aos leitores tive coragem de expor a minha arte e tirei, além das minhas composições, também os sonhos da gaveta”, compartilha com a reportagem.
Logo as poesias se transforam em músicas pop recheadas de mensagens sobre amor, condição feminina e outros temas que merecem ser refletidos (e cantados).
O resultado pode ser conferido no EP “Chegou a sua vez”, que estreia dia 25 de março, a partir das 19h, no Barracão Cultural Universo Insano, em parceria com a produtora La Alma.
O evento tem entrada gratuita e conta com o grupo de street dance The King Style, um pocket show da Izza e o lançamento do clipe de “Chegou a sua vez”, produzido por Leandro Ferrari.
“A música relata a história de um homem que foge de relacionamentos e deixa corações partidos até encontrar uma mulher que faz o mesmo com ele. Gravei um vídeo divertido, ousado e apostei na arte de rua (grafite) de Bauru para dar essa cara ao clipe”, antecipa a cantora.
Até lá, saiba mais sobre essa nova estrela da música pop que surge de Bauru para o mundo.
JC - Como descobriu sua vocação artística?
Izza – “Ela nasceu comigo e esteve em evidência na minha vida o tempo todo, nas peças teatrais da escola, nos desenhos e nas histórias infantis que eu escrevia. Depois vieram as frases de reflexão como ‘Vivo no que existe, mas não existo no que penso’. As frases ganharam mais palavras até se tornarem versos”.
JC - Como partiu para a música?
Izza – “Atualmente sou estudante de jornalismo e trabalho como recepcionista, mas me encorajei e me arrisquei no que eu mais amo, a música. Sempre cantei nos corais da igreja e foi lá que descobri meu dom. Não pensava em seguir carreira, mas a música me escolheu e o desejo de cantar ficou mais forte. Meus poemas já não eram suficientes para me expressar e resolvi transformar meus versos em estrofes e melodias”.
JC - Quais são suas influências musicais?
Izza – “Eu sempre gostei muito de cantoras pop com a Rihanna, Beyonce, Lady Gaga, Anitta, Lexa e, principalmente, Nicki Minaj. Defino meus estilo como pop por sua melodia diversificada, a sua proximidade com o público e porque tudo que componho é algo que já passei e muitos irão se identificar, isso é pop”.
JC – Como são suas composições?
Izza – “Fiz questão de que esse EP fosse feito com a minha identidade artística, por isso compus todas as letras. As minhas canções falam de coisas cotidianas. Outra mensagem é que nem sempre a mulher é o lado frágil e que homens também sofrem por amor, também tem emoções. Passo o recado com uma ‘pegada’ divertida, simples e uma letra ousada, pois é legal falar para a juventude sem perder a alegria”.
Postura
O link para o clipe de “Chegou a sua vez” ainda é surpresa, mas algumas cenas, que você vê nas fotos desta reportagem, já dão uma ideia do capricho nos detalhes. O vídeo, produzido por Leandro Ferrari, teve as cenas gravadas em Bauru. “Investimos em pegada urbana. Utilizamos o grafite, que tem característica forte e despojada”. Além disso, queríamos mostrar que grafite valoriza a beleza da cidade”, destaca Izza. O vídeo conta ainda com dança coreografada por Vânia Sousa e interpretada pelos dançarinos Marcos Inácio e Rhafael Henry. Os figurinos foram criados pela própria cantora, já as “makes” são obra do maquiador João DiCarvalho e os penteados de ‘Leandros Miras’. O visual, registrado nas fotos do fotografo Jéferson Rosa, é de diva, claro. Já o EP, gravado pela N.A produções, de Agudos, com o produtor Benny Luiz, tem as faixas “Chegou a sua vez”, “Para de dizer” (quase um DR em forma de música, segundo Izza) e “Boneca Maravilha”.