Caros leitores, hoje sentei-me à mesa de um restaurante e pedi uma água com gás... A água evaporou... Pedi uma salada de folhas... O vento entrou pela janela e levou pelo ar minha salada... Pedi, então, um frango a passarinho... Sorrateiramente, ele voou pela mesma janela antes que o garçom o colocasse na mesa... Afoito e sentindo o estômago roncar baixinho, pedi a sobremesa... Educadamente , o garçom trouxe-me um doce e me disse que era pavê... Assim só olhei, não comi...
Estou com fome... Sim, meus amigos brasileiros, estou com uma tremenda fome de Justiça, de democracia verdadeira, de independência, de honestidade, de integridade, de políticos honestos e de juízes e ministros “isentos de obrigações políticas”, de cumprimento da lei contra a corrupção... Fome de ver a verdade prevalecer, os partidos se tornarem secundários, enfim, uma fome gigantesca de Ordem e Progresso, de punições rigorosas e sem delongas, sem apelações, sem meandros da lei, sem falcatruas, sem politicagem, sem acordos escusos, sem delações premiadas, sem favoritismo... Será que conseguirei saciar minha fome? Espero que sim.
Vamos fechar as janelas do nosso restaurante, prender o vento “amigo” para que nossa salada e nosso frango não voem para longe... Vamos escolher novas fontes de água pura e cristalina para que não passemos mais sede e nem vejamos nossa água evaporar bem aos nosso olhos... E que nossas atitudes não sejam somente pavê, mas sim para demonstrar força e conseguir sentir o sabor doce da saciedade plena em nossos direitos... Não vamos fechar o restaurante, mas vamos trocar o proprietário, o cozinheiro, o garçom... Muda, Brasil!