08 de julho de 2026
Bairros

"Animais exóticos também interagem"

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Antes de ter o primeiro animal de estimação em casa, a jornalista Inês Ferreira confessa que só gostava de plantas. Mas então veio a gatinha da filha, depois três tartarugas e um cachorro. “Hoje eu amo ter animais de estimação em casa. E admiro como as tartarugas interagem. Elas conhecem a minha voz”.  

Ao contrário do que muita gente pensa, Inês afirma que os animais exóticos também respondem aos estímulos humanos com carinho, até mesmo os répteis, como as tartarugas. Segundo a jornalista, quando ela chega perto do terrário construído para as tartarugas, imediatamente elas se agitam ao ouvirem a sua voz. “Elas comem na minha mão e eu converso com elas. Eu achei que somente os gatos e cães retribuíssem dessa maneira. Mas elas percebem tudo ao redor”.  

E a interação das tartarugas vai além. De acordo com a dona, elas convivem bem também com a gata e o cachorro da família. “Mas eu solto pouco e sempre fico de olho, porque eu tenho medo que elas fujam, já que são rápidas, por incrível que pareça”, diz, bem humorada.  

O trio é o xodó de Inês, que ganhou todas elas quando ainda eram pequeninas e cabiam em um aquário. Como cresceram, Lalá, Lili e Maluquinha ganharam um terrário adequado para a espécie, mas Inês já planeja construir um maior. “Elas vieram bem pequeninas mesmo, mas estão comigo já há uns 7 anos e acho que ainda crescerão um pouco mais”.   


Carinho até debaixo d’água

A atendente Bianca Cristina Deronzi também afirma que não é preciso ter pelos para ser  pet. Apaixonada por peixe-beta, ela faz questão de sempre tê-los por perto.

“As pessoas acham que os peixes não entendem nada, mas eu converso com os meus e acho que eles entendem, sim. Na verdade, em casa, todo mundo conversa com os peixinhos”, diz.

Bianca se diz uma apaixonada por animais desde criança. Além de dois betas, ela também tem três cachorros. E o nome dos peixes? “Um ainda está sem nome porque acabou de chegar. O mais velho é o Guilbert, parece nome de gato, mas é peixe”, brinca. 


O que se vê por aí

Em 2010, o JC fez uma matéria sobre um bichinho de estimação nada convencional na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo (100 quilômetros de Bauru). Por lá, o dono de uma loja de manutenção de escapamento Benedito Carlos de Melo, tinha um urubu de estimação chamada “Bubu”. Foi em uma pescaria no bairro da Onça, na zona rural do município, que ele encontrou a ave ainda filhote. Entre as histórias curiosas de Bubu está o seu passeio como companhia de seu “pai adotivo” em uma agência bancária. “Um dia fui ao banco e vi um bando de urubu. Quando disse para um conhecido que o meu urubu devia estar junto, ele não acreditou. Eu gritei o nome dele e ele desceu.                                    

O Bubu até quis entrar comigo no banco, mas o segurança não deixou”, contou ao JC.