08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Realidade ridícula

Marcos Vieira da Silva, Iacanga
| Tempo de leitura: 1 min

Na condição de pioneiro em terras brasileiras no quesito implantação da tevê aberta, por certo que Assis Chateaubriand estaria se revirando no túmulo se fosse dada a ele a possibilidade de ver os caminhos percorridos pela  “máquina de fazer doidos”, assim muito bem definida pelo grande e saudoso Stanislaw Ponte Preta, desde os áureos tempos da sua cria, a saudosa TV Tupi de São Paulo, até os dias atuais, onde a licenciosidade, a imoralidade e o mau gosto cavalgam livres, leves e soltas, principalmente lá pelos lados da poderosa Rede Globo de Televisão.


Focando o nosso comentário em apenas um programa da “Vênus Platinada”, para não ficar cansativo, falemos dessa aberração chamada Big Brother Brasil, em sua décima sexta edição, e cujo mote é juntar um bando de recalcados, de desequilibrados e de ilustres desconhecidos numa casa monitorada por muitas câmeras, para satisfazer o voyeurismo exacerbado de considerável parcela da população brasileira, que aceita e diz amém a qualquer porcaria que lhe é enfiada goela abaixo, bem como enche os cofres da plim-plim com a enxurrada de ligações telefônicas para decidir quem vai do paredão para casa.


Com um mestre de cerimônias metido a intelectual e que vira e mexe solta uma de suas “pérolas”, a vetusta atração vem colecionando quedas vertiginosas de audiência ao longo desses dezesseis anos, mas a Globo não está nem aí para os críticos dessa abominável invenção dos holandeses, afinal, as seis cotas gordas de patrocínio, mais a participação da plebe cega e surda que se amarra nessa coisa grotesca e liga adoidado, compensam a falta de talento e de criatividade do Grande Irmão Brasil.