10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Basquete: os novatos

Marcelo Ferrazoli, Enviado a Barquisimeto
| Tempo de leitura: 2 min

Imagine você com apenas 18 anos. Vestindo a camisa e defendendo um dos principais times de basquete do Brasil e do mundo. E ainda disputando pela primeira vez a maior competição da modalidade das Américas. Para poucos e seletos jogadores, não é mesmo? Pois são todos estes privilégios que Stéfano Pierotti e Guilherme Santos, o Gui, jovens armadores do Paschoalotto/Bauru, já estão desfrutando em Barquisimeto, na Venezuela, palco do Final Four da Liga das Américas.

E, como não poderia deixar de ser, ambos são pura felicidade ao falar da competição continental e tem um sentimento mútuo em relação à Liga das Américas: sonho realizado. “Pessoalmente estou muito contente e feliz pela minha família. Meu pai era técnico e, quando cheguei em Bauru, nem imaginava que no ano seguinte estaria em uma final da Liga das Américas. É um sonho e ainda nem acredito. Não estou no chão com isso, mas muito feliz”, ressaltou o atleta, que é natural da Argentina. “É um privilégio jogar um campeonato deste nível, ainda mais internacional e na equipe de Bauru, uma das mais fortes do Brasil. É um sonho muito grande e realizado. Nunca imaginei que um dia jogaria um campeonato deste, ainda mais agora que o time está precisando um pouco da minha ajuda”, enfatizou Gui.

Gui, aliás, foi personagem importante no jogo de anteontem diante do Flamengo. Ele entrou no que popularmente pode-se chamar de “roubada”: nos instantes finais do jogo, faltando menos de dois minutos para se encerrar o quarto final, com o time precisando reverter o placar desfavorável diante de um dos times mais fortes do Brasil e com a “responsa” de substituir o armador titular Ricardo Fischer, que deixou a partida com suspeita de lesão grave no joelho – o que, felizmente, não se concretizou posteriormente.

Com tantos desafios a superar, Gui não esconde: ficou nervoso. “Acho que isso é normal, até pela minha idade, mas depois que você entra o jogo vai fluindo. O tempo passou e fiquei tranquilo. Entrei em um momento decisivo e sabia que qualquer erro poderia custar a derrota no jogo. Por isso, entrei bem focado no que era para fazer”, recorda o jovem atleta do Paschoalotto/Bauru.

Ambos também elogiaram o comportamento do elenco do time bauruense, destacando, principalmente, a união e a garra dos jogadores. “O que mais me chama a atenção é a garra da equipe. Estamos desfalcados de dois de nossos principais atletas, mas estamos conseguindo superar esses obstáculos. Fizemos jogo duro contra o Flamengo, o Ricardo machucou no final e conseguimos buscar 17 pontos de desvantagem no placar, que é algo muito difícil no basquete. Nosso time está unido e chegamos na final”, comentou Gui, ontem, antes da final diante do Guaros.

“Estou muito feliz e contente com o time, que está muito unido. Ainda faltam o Rafael Hettsheimeir (pivô) e o Paulinho (armador) e se notou muito a falta deles, mas o time soube lidar bem com as ausências.”