08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Moro é mais frágil que o Cunha!

Osvaldo Gradella Júnior
| Tempo de leitura: 2 min

A operação Lava Jato tem sido um primor em desvelar a natureza do Judiciário e suas práticas ditatoriais, construída nos diversos momentos em que o Brasil foi governado por mão de ferro. Definitivamente, o Judiciário brasileiro tem uma grande dificuldade de lidar com a democracia e quando há qualquer sinal de desarmonização no seu mundo perfeito das leis (sic) se arvora como o  paladino da justiça e restaurador da ordem, tal como os militares.


Ressalto que esse sinal de  desarmonização é quando implica em ameaçar os interesses da classe dominante e do país que nos coloniza. Essa questão fica explícita quando as delações premiadas que são declarações de que talvez naquele dia ou naquela hora ou naquela expressão de olhar em uma conversa ou reunião implica em prova de culpa em relação a práticas de corrupção. Porém, essas situações só se remetem a determinadas pessoas ligadas ao PT.


As outras, tal como o presidente da Câmara, Cunha, mesmo tendo comprovação de contas no exterior, ficam tranquilos exercendo suas funções e ameaçando todos que o incomodarem e fraudando assinaturas! Tem os trens e a merenda em SP e o sigilo dos documentos sobre diversos assuntos importantes indo contra a lei de transparência, o aeroporto e o helicóptero cheio de cocaína em MG, mas ficou tudo deixado de lado. O tal paladino nada faz. Afinal, não são petistas! Por que será? Uma carta no JC de 08/03 nos ajuda a compreender algumas questões.


A primeira pergunta é: por que a Petrobras?! A missivista já desvelou parte do problema, ao dizer do Serra do PSDB e seus compromisso com a Chevron junto com sua proposta de lei. O pré-sal é hoje um dos principais recursos energéticos do mundo e não vai ser controlado por um país emergente com tradição colonialista! Os EUA já têm problemas com a situação na Venezuela, cuja principal riqueza é o petróleo, ou seja, vai fazer qualquer coisa para ter o que quer!


A história é reveladora dessa prática violenta dos que se arvoram os donos do mundo e pasmem, defensores da democracia! Nós também tivemos um general presidente que dizia que quem não quisesse a democracia ele prendia e arrebentava! Ou seja, esse discurso é velho e desvela uma prática ditatorial. O paladino anterior cometeu o erro ao ser seduzido pela mídia e perdeu a credibilidade.


Esse novo paladino aprendeu com a lição e pouco se expõe e pouco faz uso da mídia, não dando explicação a ninguém. Faz o que foi escolhido para fazer. Agora amplia a aura de paladino ao se cercar de proteção por sofrer ameaças de morte, independentemente se são reais de fato. Esses sujeitos vão passar, mas o prejuízo a democracia, aos direitos trabalhistas e humanos conquistados a duras penas vão virar pó nesse esteira de “pseudo combate à corrupção”. Novamente serão os trabalhadores que vão pagar a conta. Esse é o verdadeiro legado de todos esses senhores, oposição e situação, paladinos e mídia. E os Cunhas continuarão sendo mais fortes!