| Fotos: Aceituno Jr. |
| Acompanhantes de pacientes aproveitam lanche da tarde na Casa de Apoio do Hospital de Base |
| Segundo Rosa Puls, Grupo Amarelinhos realiza 70 mil atendimentos por ano apenas nas três casas de apoio |
Eles têm afazeres no trabalho, em casa e na vida pessoal, porém, sempre reservam um tempinho para levar alegria e apoio material a pacientes e acompanhantes nos hospitais de Bauru. Para os Amarelinhos, ligados ao Grupo Irmã Scheilla, não existem obstáculos que não possam ser superados quando o assunto é solidariedade.
E hoje é um dia muito especial para os 360 voluntários que fazem a diferença na vida de muita gente: a entidade completa 20 anos de atividades com atuação nos hospitais de Base, Estadual e Manoel de Abreu; Pronto-Socorro Central; Maternidade Santa Isabel; Casa da Criança do Paiva; e Instituto Lauro de Souza Lima.
Com entusiasmo, levam música e descontração. Além disso, oferecem roupas, artigos de higiene, fraudas e café da manhã (tarde e noite) nas três casas de apoio que funcionam anexas aos hospitais de Base, Manoel de Abreu e Maternidade.
‘Éramos seis’
Quem se depara com o trabalho da entidade atualmente, entretanto, não imagina a luta que foi até agora. Tudo começou no dia 18 de março de 1996, quando seis pessoas se reuniram para formar o Grupo Irmã Scheilla, do Centro Espírita Amor e Caridade (Ceac). Duas décadas depois, a entidade comemora a adesão de 360 voluntários, entre homens e mulheres.
Coordenadora geral do Grupo Amarelinhos, Rosa Ângela Toniato Puls atribui a marca alcançada à credibilidade da entidade.
“É algo que, de certa forma, desperta interesse de também contribuir, de se doar ao próximo”.Para ela, o trabalho voluntário é uma terapia. “A caridade é mais gratificante para a gente que faz, do que para quem recebe”, diz.
| Arquivo Pessoal |
| Acima, com Nilson Costa, e ao lado: primeiros participantes do Grupo Amarelinhos, em 1996, ano em que tudo começou |
70 mil atendidos
O Grupo Amarelinhos realiza 70 mil atendimentos por ano nas três casas de apoio, seja para pacientes ou acompanhantes.
Para tanto, a entidade conta com doações diversas, entre elas de instituições religiosas. “As paróquias, igrejas católicas e evangélicas fazem campanhas diversas para nos ajudar”, destaca.
Para o aniversário de 20 anos, o pedido do Grupo Amarelinhos ao apagar “as velinhas do bolo” é um só: “Desejo que nós possamos continuar por muito tempo com o trabalho solidário, do jeito que foi até agora, porque está ótimo”, finaliza Rosa.
‘Hoje não falta nada’
A cuidadora Aparecida Elizelia de Oliveira Ribeiro, de 32 anos, passa boa parte do tempo em quartos de hospitais. Em meio à rotina, ao final do mês, nem sempre sobra dinheiro para se alimentar. “Já cheguei a ficar o dia todo sem comer nada”, revela.
Há dois meses, Ribeiro acompanha uma senhora de 53 anos no Hospital de Base, que enfrenta complicações no pulmão. Ali, ela descobriu a Casa de Apoio do Grupo Amarelinhos, onde são oferecidos banho, roupa limpa e comida.
“Hoje, não falta nada. Os voluntários são atenciosos e me recebem muito bem. Nota mil para eles”, disse, em tom de gratidão.
Serviço
Para quem quiser fazer doações (pão, leite, café, chocolate, artigos para higiene) ou se tornar voluntário, pode procurar a Casa de Apoio do Hospital de Base, situada na rua Monsenhor Claro, 8-8, Centro. Mais informações pelo telefone (14) 3236-1363 (falar com Rosa).