| Fotos: Emdurb/Divulgação |
| Mais um derramamento de óleo ocorreu ontem, nas quadras 21 e 22 da avenida Duque de Caxias |
O motorista Carlos Eduardo da Silva, 44 anos, presenciou um acidente de motocicleta envolvendo sua enteada e o marido dela, na rua José Postingue, em frente ao Sest/Senat, em Bauru, há aproximadamente um mês. O casal, que trafegava a 20 quilômetros por hora, escorregou no óleo da pista e foi arrastado por 50 metros. Por sorte, eles não se machucaram com gravidade. Contudo, o caso serve de exemplo para um alerta: o derramamento desse tipo de material é tão comum na cidade que o Corpo de Bombeiros chega a registrar oito queixas por dia.
É o que revela o 1.º tenente e relações públicas da corporação, Eduardo de Souza Costa. Segundo ele, quando o órgão recebe alguma queixa envolvendo óleo na pista, verifica se os agentes do Grupo de Operação de Trânsito (GOT) podem ir até o local. Caso isso não seja possível, os bombeiros atendem a ocorrência. “Colocamos pó de serra, que é algo barato e fácil de manusear, para absorver o excesso de óleo”, explica.
Como não há um local específico onde ocorre o derramamento desse material, não dá para prevenir. “O óleo pode ser derramado quando um veículo quebra, quando ocorre um acidente de trânsito ou, até mesmo, quando o produto vaza de um carregamento”, justifica.
O que é possível fazer é chamar a atenção da população para que entre em contato com a corporação através do 193, caso se depare com esse tipo de situação. Outra opção é acionar os agentes do GOT, cujo telefone é o (14) 3202-7233. O importante é ajudar as instituições a prevenir acidentes como o que ocorreu com a enteada de Carlos, cuja história foi adiantada no início desta reportagem. “No mesmo dia e local, vi outros cinco motociclistas caírem. Em seguida, o Corpo de Bombeiros foi acionado para resolver o problema da via”, acrescenta o motorista.
Risco
O problema do derramamento de óleo na pista preocupa as autoridades competentes, porque pode provocar quedas de motociclistas ou ciclistas e, quando chove, a via fica ainda mais escorregadia. É o que informa o gerente de infrações de trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Gustavo Cardoso. Segundo ele, atender esse tipo de ocorrência é uma das várias incumbências dos agentes de trânsito.
Quando o derramamento é constatado, os servidores depositam pó de serra no local afetado. Esse material é doado por serralheiras da cidade, que iriam descartá-lo de qualquer maneira.
Gustavo Cardoso informa que o acidente mais recente envolvendo óleo na pista que o órgão teve conhecimento se deu no último dia 14, entre as avenidas Rodrigues Alves e Aureliano Cardia, na Vila Cardia. Um motociclista escorregou, mas sofreu apenas escoriações.
Diesel
Segundo informações do gerente de infrações da Emdurb, Gustavo Cardoso, o derramamento de óleo mais recente se deu ontem, por volta das 13h, mas não houve registro de acidentes. Ele narra que o vazamento saiu de um caminhão de diesel e afetou as quadras 21 e 22 da avenida Duque de Caxias, na Vila Cardia. No mesmo dia, os agentes de trânsito jogaram pó de serra.
| Acidente envolvendo óleo na pista na rua José Postingue, em frente ao Sest/Senat, há um mês |
Fiscalização
Outro meio de prevenir eventuais acidentes é denunciando aqueles veículos que transportam óleo de cozinha e acabam derrubando parte do produto na pista. O indicado é fotografar as placas e enviar para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) através do aplicativo Colab ou o e-mail meioambiente@bauru.sp.gov.br. Com isso, a pasta chegará até a empresa responsável e verificará se ela está tomando os cuidados ambientais necessários.