10 de julho de 2026
Regional

Livro conta trajetória do Garça no futebol

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 3 min

Divulgação
Publicação conta a história das duas fases do Garça no futebol   
Luiz Maurício Teck de Barros é autor do livro sobre o Garça

O Garça Futebol Clube foi um dos clubes mais atuantes nas divisões intermediárias do futebol paulista e conquistou o título da segundona de 1969 em final realizada em Bauru, no estádio Alfredo de Castilho quando o Azulão bateu o Rio Branco de Ibitinga por 1 a 0. O goleiro Valdir Peres foi revelado neste clube, antes de ser ídolo no São Paulo e na Seleção Brasileira. O livro “Trajetória do Futebol Profissional do Garça: 1950 a 2004” do professor Luiz Maurício Teck de Barros é uma pesquisa histórica sobre os 41 campeonatos paulistas disputados pelo Garça no profissionalismo.

O clube foi fundado em 1932 com o nome de Garça Futebol Clube, mas em 1942 se uniu ao Bandeirantes Futebol Clube dando origem ao Clube Atlético Brasil. Um ano depois houve nova mudança de nome, quando a equipe passou a chamar Garça Esporte Clube. No ano de 1965, segundo o Almanaque do Futebol Paulista de 2001, o clube voltou a denominação Garça Futebol Clube.

Barros conta na publicação que, em 1928, o clube chamava-se Comercial Futebol Clube. O primeiro campo era localizado no patrimônio de Labienópolis, mas os vizinhos exigiram o despejo da equipe. A agremiação teve que se transferir para a Vila Vicentina, onde ficou até 1932, depois no ano seguinte consegue criar o estádio Willians.

A novidade no livro são estatísticas do Garça contra 201 adversários. Barros pesquisou em jornais do próprio município para compor os resultados, gols marcados, gols sofridos, os maiores artilheiros, as goleadas conquistadas e sofridas. Há o time do Garça de todos os tempos na opinião da torcida, a carreira do goleiro Valdir Peres no Azulão e biografias como a do capitão Plínio Dias.

O professor contou ao JC que houve dificuldade para conseguir dados. A Federação Paulista de Futebol (FPF), por exemplo, não libera as estatísticas das competições e nem disponibiliza todos os resultados em seu site. Barros é professor de sociologia e geografia das Etecs “Monsenhor Magliano”  e “Paulo Ornellas Carvalho de Barros”.

O Garça Futebol Clube (1965-2004) enfrentou 18 vezes o Noroeste de Bauru e ganhou 7 confrontos, 6 empates e 5 vitórias do alvirrubro bauruense. Já quando disputou como Garça Esporte Clube na fase mais antiga (1950-1960) foram 9 jogos, 3 vitórias do esquadrão garcense, 2 empates e 4 vitórias do Norusca.

O grande rival foi o Marília Atlético Clube (MAC) com o registro de 25 confrontos contra o Garça Futebol Clube que conseguiu 3 vitórias, 11 empates e 11 vitórias do esquadrão maqueano. Já na formação Garça Esporte Clube são 12 jogos: 4 vitórias do time garcense, 2 empates e 6 vitórias do MAC. Mas se somar tudo são 37 jogos que os dois times mediram forças: 7 vitórias do Garça, 13 empates e 17 vitórias do Marília. Os jogos eram clássicos regionais que lotavam os estádios com rivalidade comparada a Palmeiras x Corinthians.

O Garça começou a disputar os campeonatos de acesso em 1950, quando terminou em 9º lugar com 17 pontos. Naquele ano o campeão foi a Linense e o vice o São Bento de Marília, que está desativado. Nessa competição o Azulão enfrentou também o Noroeste e o Bauru Atlético Clube, onde Pelé iniciou a sua carreira como jogador.

O livro tem 600 páginas e pesquisa desenvolvida na sede do Jornal “Comarca de Garça”, nos arquivos dos jornais “O Palanque” e “Correio de Garça”, em arquivos particulares do pesquisador e contou com a colaboração de parentes de jogadores.