| Douglas Reis |
| Reunião foi realizada entre o prefeito Rodrigo Agostinho, vereadores, representantes do Sinserm, além de funcionários públicos e DAE |
A greve dos servidores municipais em Bauru foi mantida, após reunião realizada na manhã desta terça-feira (22), entre o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), vereadores, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (Sinserm), além de funcionários públicos da administração direta e Departamento de Água e Esgoto (DAE).
Na oportunidade, o chefe do Executivo reiterou a impossibilidade de atender contraproposta feita pela categoria, na última sexta-feira. Na ocasião, uma comissão propôs reajuste salarial de 10,84%, referente à reposição da inflação no último ano, não desconto ou reposição dos dias parados, aumento do vale-compra para R$ 400,00 e do abono que substituiu o vale-refeição de R$ 300,00 para R$ 350,00, estendendo o benefício a todos os demais trabalhadores.
Para que a reunião fosse agendada para a manhã desta segunda-feira, servidores fizeram protesto ontem dentro e fora da Câmara Municipal. A sessão legislativa foi suspensa, os grevistas foram atendidas pelos parlamentares e o encontro foi viabilizado.
Porém, desde o início da greve, o prefeito aponta que não há mais como avançar em relação às cláusulas econômicas, já que, até o momento, o aumento de receita do município mantém-se em torno de 3,3% em comparação ao ano passado. Além disso, argumenta que já gasta 51,24% da Receita Corrente Líquida com folha de pagamento, sendo que a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece o limite prudencial de 51,30%.
Como a negociação não avançou, sindicalistas acreditam que o movimento grevista deva ganhar força. Ontem, após várias negociações desde a última quarta-feira (16), a Emdurb e os servidores municipais vinculados à empresa firmaram acordo de reajuste salarial.
Sem que a coleta de lixo fosse paralisada um dia sequer, os trabalhadores obtiveram aumento de 3,5%, elevação do vale-compra de R$ 310,00 para R$ 390,00 e abono de R$ 70,00, que será incorporado aos salários a partir de outubro.
Os reajustes serão retroativos a 1.º de março, conforme a reportagem apurou. A Emdurb possui autonomia para negociar proposta diferenciada junto aos trabalhadores e, por este motivo, teve condições de oferecer uma proposta satisfatória para a categoria.