Se tem uma coisa que me deixa indignado é pensar que tem gente que briga e se mata por causa de time de futebol. Mas como tudo que é ruim pode ser pior, mais ridículo é quando a briga ocorre entre torcidas de um mesmo time. A ideia inicial de ser torcedor deste ou daquele time passa a ser uma questão secundária. Prioridade é fazer parte de torcidas organizadas, em verdadeiras facções criminosas.
O mesmo tem ocorrido no Brasil, lamentavelmente, na questão política. A polarização das discussões, os argumentos vazios, a vociferação fácil, tem colocado brasileiro contra brasileiro. Ninguém mais quer ter bom senso. A visão das pessoas passou a ser a visão do pirata, que só enxerga um lado.
Todos se acham democráticos, desde que concordemos com sua opinião pessoal. Leio todos os dias verdadeiras batalhas nos jornais, onde mentes “luminosas” se acham no direito de achincalhar quem ousou ter uma opinião diferente da sua.
As duas coisas que menos precisamos hoje é de comunistinhas teóricos e de saudosistas da ditadura, que sentem um estranho arrepio na espinha cada vez que veem uma farda. Esses personagens caricatos não colaboram para a democracia, para um debate racional ou para o crescimento do país. Precisamos deixar de ser torcidas organizadas nos confrontando entre irmãos, numa bravata pueril. Temos que deixar de torcer pelo PT, pelo PSDB ou qualquer PQP da mesma natureza.
Aliás, a grande lição veio das ruas, quando Alckmin e Aécio tentaram literalmente pegar carona nas manifestações e foram expulsos aos gritos de “Fora oportunistas!”.
O Brasil não precisa nem de sectários nem de políticos que representam a continuidade de tudo o que já vimos. Vamos deixar de ser torcida... Assumamos, no dia a dia a condição de cidadãos. Gente civilizada que joga junto e faz acontecer.