11 de julho de 2026
Polícia

Adolescente quase mata por R$ 140, mas revólver falha duas vezes

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Por pouco, o funcionário de uma loja de materiais de construção, que fica no Parque Jaraguá, em Bauru, não perdeu a vida durante um assalto. O caso, que ocorreu no dia 20 de janeiro deste ano, foi esclarecido pela Polícia Civil. Na época, um adolescente de 17 anos tentou atirar duas vezes contra o trabalhador, mas a arma, um revólver de calibre 32, falhou. Tudo por causa de R$ 140,00, quantia retirada do caixa do estabelecimento.

É o que revela o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja. Segundo o delegado, o rapaz de 17 anos, uma moça, da mesma idade, e uma mulher de 28 entraram na loja com os rostos descobertos. Os nomes dos adolescentes ligados ao roubo não serão divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O garoto, que tem passagem por tráfico de drogas, estava armado e ameaçou o responsável pelo caixa, de 74 anos. Ele entregou todo o dinheiro que lá estava: R$ 140,00.

Depois, outro funcionário, de 26 anos, atirou um objeto contra os suspeitos, que fugiram a pé. Não satisfeita, a vítima os perseguiu pela rua, momento em que o adolescente apertou o gatilho duas vezes, mas o revólver falhou. Os três assaltantes entraram em um Chevette e, dentro do veículo, havia uma quarta pessoa que o conduzia (este, aliás, é o único que ainda não foi localizado pela polícia). O funcionário conseguiu anotar as placas do carro, o que auxiliou a polícia a chegar aos suspeitos.

O veículo

O Chevette utilizado para a fuga do trio pertencia a Priscila Garcia, a mulher de 28 anos que também participou do crime, e foi apreendido. Por segurança, as identidades das vítimas serão preservadas. Nem o dinheiro, nem a arma foram localizados pela polícia.

Priscila não tem antecedentes e mora na mesma região do assalto. Ela, inclusive, confessou o crime e alegou que a situação estava difícil em casa, porque não conseguia manter seus quatro filhos pequenos. Para conseguir alguns trocados, ela se juntou com dois familiares, o adolescente de 17 anos, que participou do assalto, e outra, da mesma idade, que dirigiu o carro, e também o vizinho, que estava armado.

Apreensões e prisão

Nessa quinta-feira (24), a DIG cumpriu mandados de busca e apreensão no veículo e na casa de Priscila. Ela, por sua vez, teve a prisão temporária decretada e foi encaminhada à Cadeia Pública de Pirajuí. Em seguida, a prisão temporária foi convertida para preventiva e ela passou para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da mesma cidade.

Quanto ao adolescente que estava armado durante o roubo, o delegado Kleber Granja solicitou sua internação e, nessa quinta, ele foi levado à Fundação Casa, em Bauru. Já os familiares de Priscila, provavelmente, cumprirão medidas socioeducativas de privação de liberdade. Ela, a única maior de idade envolvida no crime, responderá por tentativa de latrocínio e corrupção de menores.