Certamente não poderia me calar diante do sentimento de indignação e pesar que latejam em mim ao ver a maneira como o líder do Executivo, em uma “tentativa” de negociação salarial, recebe os servidores da cidade de Bauru, que, de quebra, têm empurrado goela abaixo o reajuste salarial de 10,7% para os servidores do Legislativo. Não entrarei em deméritos, tampouco exporei aqui minha opinião pessoal sobre a postura do prefeito desta cidade, já que meu intuito nesse breve espaço é demonstrar nosso respeito para com os bauruenses, expondo a eles o que realmente sucede cá, e, diferentemente dos “sem caráter” que administram essa cidade usando nosso dinheiro para fretar um avião que nunca vai decolar, reformar uma praça que continua como era depois de R$ 700 mil investidos e não valorizar aqueles que carregam o sistema público municipal nas costas. Venho aqui, em nome desses trabalhadores, dizer os “porquês” de uma greve levar quase mil pessoas às ruas: escolas municipais com salas de aula superlotadas; burocracia na aquisição de materiais básicos, como produtos de limpeza e papel; sucateamento dos serviços, em especial o DAE (se essa autarquia for terceirizada, preparem os bolsos); sobrecarga de trabalho; demora nos atendimentos nas unidades de saúde e assistência social devido à falta de funcionários e demais problemas crônicos que assolam tais setores, etc. Em suma, caros leitores, os servidores municipais de Bauru, de fato, não tiveram outra escolha senão irem às ruas, para lutar não somente pela reposição salarial de 10,8%, mas principalmente por um sistema público que ofereça condições dignas de trabalho e consequentemente um serviço de qualidade para a população.