09 de julho de 2026
Geral

Aplicativo já recebe denúncias de lixo

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 4 min

Aceituno Jr.
Carlos Alberto Zilio ficou inconformado com o lixo depositado na praça de seu bairro, fez uma imagem e a enviou para o e-mail da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma)

O propagandista Carlos Alberto Zilio, 60 anos, ficou inconformado com uma montanha de lixo que se formou na Praça Jornalista Álvaro Monteiro de Carvalho, situada no Jardim Estoril 3, em Bauru, fez uma imagem e a enviou para o e-mail da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma). É exatamente esse tipo de iniciativa que a pasta pretende estimular, porque, se munícipes e prefeitura, juntos, fizessem a sua parte, a cidade não teria esse problema.

É o que diz a secretária Lázara Gazzetta. Segundo ela, a quantidade de pessoas que denuncia esse tipo de situação ainda é ínfima. Para se ter uma ideia, a Semma recebeu 43 acusações em 2015 inteiro e, neste ano, acolheu apenas uma. “Só iremos acabar com esse problema se contarmos com a ajuda da população”, ratifica. Diante disso, Lázara aconselha que os cidadãos usem o aplicativo Colab ou o e-mail meioambiente@bauru.sp.gov.br.

Quando os munícipes enviam denúncias com imagens que identifiquem o veículo ou o endereço dos “sujões”, a secretária explica que não é necessária a ida de um fiscal até o local e o auto de infração é feito de forma imediata. “O valor da multa varia de R$ 2 mil a R$ 5 mil, de acordo com o resíduo depositado. Quem recebê-la terá 20 dias para se defender e, caso a explicação não seja aceita, a infração será encaminhada para a cobrança”, esclarece.

Lázara defende que, hoje, qualquer pessoa possui um aparelho celular capaz de captar imagens e encaminhá-las via e-mail ou aplicativo. Além disso, quando os munícipes participam ativamente da fiscalização por meio de imagens, eles acabam desafogando o trabalho dos quatro fiscais existentes na pasta, que também têm outras atribuições, além daquela envolvendo o depósito de lixo em locais irregulares.

“Fiscal do povo”
O propagandista Carlos, citado no início desta reportagem, reside na rua Evandro Ruivo, na região do Jardim Estoril 3, há seis anos. Desde então, ele vê a Praça Jornalista Álvaro Monteiro de Carvalho, situada na quadra debaixo de sua casa, com mato alto. Contudo, o que o fez tomar essa atitude de “fiscal do povo” foi o depósito de lixo, que ocorreu recentemente. Lá, havia apostilas para concurso e até edições antigas do Jornal da Cidade.

O espaço, inclusive, virou esconderijo para um trio de assaltantes há pouco mais de três anos. Conforme o JC noticiou, os criminosos se esconderam no local à espera das vítimas. O terreno ficava bem ao lado da casa da advogada Idalina Barbosa, que chegou a ser baleada depois que os homens invadiram a sua residência. Segundo a assessoria de imprensa da Emdurb, a limpeza já foi feita no local.


Prefeitura põe em prática outras ações para combater os ‘sujões’

Além de solicitar a participação dos munícipes em relação às denúncias daqueles que depositam lixo em locais irregulares, a Semma desenvolveu uma série de ações para coibir esse tipo de atitude, conforme informa a titular da pasta, Lázara Gazzetta. Uma dessas ações diz respeito à criação de uma equipe estratégica, em 2015, para atender as denúncias da população. O grupo é formado por cinco reeducandos e um motorista.

Todavia, a Semma possui outras quatro equipes de limpeza, sendo que cada uma é composta por 10 pessoas, entre reeducandos e servidores da prefeitura. Esses grupos são responsáveis pela capinação de praças e canteiros das zonas leste e oeste da cidade. Já as outras áreas, a sul e a norte, são de competência da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

Além disso, a cidade possui 621 áreas verdes, mas 94 são adotadas. Nesta época de chuvas, a Semma sugeriu que os adotantes fizessem a capinação a cada 15 ou 20 dias. Eles, porém, não são obrigados a tanto, porque o contrato prevê que o serviço seja feito a cada 35 ou 45 dias. “Nós também divulgamos, no site da prefeitura, qual área é adotada e por quem. Com isso, a população poderá cobrar diretamente seu responsável”, finaliza.


O aplicativo

Para baixar o Colab, o aparelho de telefone móvel precisa ter os sistemas operacionais Android ou IOS. O cadastro é feito rapidamente e, depois disso, o usuário já está apto para fotografar o alvo de sua reclamação, postando texto e imagem, só precisa de Internet. Muita gente já faz isso pelo Facebook ou Twitter, mas a diferença é que o apontamento é enviado diretamente ao poder público. Até agora, o aplicativo não foi usado para denunciar depósito irregular de lixo.