09 de julho de 2026
Geral

Parte da cidade somente terá água na tarde dessa segunda

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Divulgação

Moradores de alguns bairros abastecidos pelo rio Batalha, em Bauru, sofreram com a falta d’água no final de semana e só devem ter o serviço normalizado durante o dia nesta segunda-feira (28), até o final da tarde, segundo previsão do Departamento de Água e Esgoto (DAE). O desabastecimento atingiu principalmente os setores mais altos, como Vila Dutra, Ouro Verde, Ipiranga, Parque Viaduto, Alto Paraíso, Santa Cecília e os Residenciais Sabiás e Andorinhas, entre outros.

Moradores desses bairros entraram em contato com a redação do Jornal da Cidade e do JCNET nesse domingo (27) relatando a falta d’água. Alguns chegaram a citar que o problema teria começado na sexta-feira, quando já perceberam que o líquido parou de chegar.

O DAE, contudo, afirma que detectou a situação entre a noite de no último sábado (26) e a madrugada desse domingo, quando o eixo de uma das bombas da lagoa de captação do rio Batalha quebrou. Técnicos da autarquia passaram todo o domingo trabalhando para consertar o eixo, concluindo o serviço no final da tarde.

Logo em seguida, foi realizado um teste com a bomba, quando foi verificado que a mesma poderia ser acionada, o que ocorreu já no início da noite desse domingo. Porém, o abastecimento dos bairros atendidos pelo Batalha só estará totalmente normalizado hoje à tarde, informou a assessoria de imprensa do DAE.

Vazão

O sistema de captação na represa do rio Batalha é composto por três bombas. Quando todas estão em funcionamento, a vazão é de 530 litros por segundo – sendo enviada até a Estação de Tratamento de Água (ETA). Como a bomba que teve o eixo danificado é a primeira – a mais forte das três – não foi possível acionar a bomba reserva, pois esta não daria conta da vazão, segundo a autarquia.

Com apenas duas bombas, a vazão caiu para cerca de 300 litros/segundo, valor suficiente para dar conta das partes mais baixas da área abastecida pelo Batalha. Já para que a água chegue às partes mais altas dos bairros é necessário o funcionamento das três bombas.

Bairros elevados como Vila Dutra, Parque Viaduto, Ouro Verde, Sabiás, Andorinhas, Ipiranga e Alto Paraíso foram os que tiveram mais problemas ontem, domingo de Páscoa. O rio Batalha abastece cerca de 38% da cidade e, além destes bairros, também recebem água do manancial as vilas Falcão, Independência, parte do Jardim Bela Vista, Centro, Altos da Cidade, Jardim Estoril, Jardim América e Europa – todos eles também podem eventualmente ter algum registro de desabastecimento hoje, até que o sistema esteja normalizado. O restante da cidade é abastecido pelo Aquífero Guarani, por meio de poços profundos.

Transtorno

A auxiliar de departamento pessoal Gisele Gouvea da Silva, 29 anos, mora no Residencial Sabiás e diz que desde o começo do feriadão percebeu a falta d’água. “Ficamos esses três dias sem receber nada. A gente fica sem ter o que fazer, porque é roupa para lavar, louça também, além de água para beber e fazer comida, tomar banho. Hoje (nesse domingo-27) fui tomar banho e comer na casa de parentes”, relata.

Quem também manteve contato com o JC foi a cabeleireira Rosana Carvalho, 49 anos, que reside na Vila Dutra. “Eu moro na parte mais alta do bairro, então a água não chegou mesmo aqui. O problema é que o DAE não avisou que a gente ficaria sem água, não comunicou a imprensa, e ninguém ficou sabendo, então a gente foi consumindo a água que estava na caixa sem saber que não estava chegando água da rua. Aqui moramos em cinco pessoas e, neste feriado, recebi mais seis pessoas em casa. Então o consumo de água foi maior e hoje (ontem) ficamos sem”, lamenta.

Rosana acrescenta ainda que durante o dia é comum faltar água no bairro. “Depois das 9 ou 10 da manhã é difícil ter água. Mas como a água chega à noite e de madrugada dá para passar o dia porque temos duas caixas de mil litros cada. Só que dessa vez, como não veio nada, aí acabou mesmo”, completa.

Sobre a comunicação do problema com o eixo da bomba, o DAE disse que a situação foi detectada entre o final da noite de sábado e a madrugada desse domingo. O JC entrou em contato com a assessoria de imprensa da autarquia assim que recebeu as primeiras reclamações dos moradores. O DAE prontamente confirmou o problema na bomba.