10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Os esportistas de Bauru

Antonio Carlos Azevedo dos Santos
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje em Bauru temos vários tipos de esportistas. Temos os apaixonados torcedores, os praticantes e os que realmente fazem esporte para os bauruenses. Os apaixonados são aqueles que vão ao ginásio de esporte, ao campo de futebol, à piscina, à pista da atletismo, aos tatames, etc. São aqueles que vão à Panela torcer pelo Bauru Basquete, pelo Bauru Vôlei, pelo Futsal, pelo Norusca, pelas equipes do futebol amador etc.


Os praticantes são aqueles que de alguma forma se utilizam do esporte para melhorar a sua condição física e mental, e também acompanham os filhos e amigos na prática das modalidades disponíveis em Bauru.


Os que realmente fazem esporte em Bauru são aqueles que por vontade própria administram modalidades esportivas em benefício dos jovens bauruenses, dando-lhes oportunidades de praticar com professores dedicados e competentes e tornarem-se atletas competitivos. Exemplo em Bauru: ABDA (Associação Bauruense de Esportes Aquáticos), que faz as modalidades Natação e Polo-Aquático para garotos e meninas a partir de 8 anos, e mais recentemente também o atletismo masculino e feminino.


Esta associação faz um belo trabalho em nossa cidade, muito parecido ao trabalho  feito nas décadas de 60, 70, 80 e parte de 90 pela Luso em várias modalidades, tais como basquete, natação, tênis de campo, vôlei, bocha, GR e judô. Até hoje, e há 50 anos, a Luso faz basquete para jovens, como também vôlei feminino, judô e GR.


Deveria servir como estímulo para outros empresários e esportistas a fazerem esportes competitivos para os jovens bauruenses, assim seria muito mais emocionante vibrar pelos “nossos” atletas, e não pagar salários altíssimos para termos emoções.


Também deveria servir de estímulo para o Conselho Municipal de Esportes realmente aplicar o dinheiro público em modalidades que prestigiam os nossos jovens, formando futuros atletas. O dinheiro público sempre deve ser aplicado nas modalidades formadoras e não salários para atletas formados e profissionais. Faltam esportistas com esta mentalidade, para gerir o bem público com planejamento longo e duradouro, ao empresário esportista falta iniciativa e coragem, as mesmas que estão sobrando na ABDA.