11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Família ou fumaça? Quem tem abraçado a juventude?

Talita Romão
| Tempo de leitura: 3 min

Drogas, sexo. Juventude. Vocês estão falando pouco disso. Sim, mesmo vivendo em uma época em que a tecnologia explode informações por todos os cantos, vocês, pais, irmãos mais velhos, familiares com mais experiência no assunto, vocês se esquecem que o mais importante na vida de um jovem não é o que a Internet diz, mas o que acontece no meio de vocês.


A família se perdeu, o diálogo sumiu. E a juventude está desfalecendo. São trilhões de pessoas com um cigarro de maconha e garrafas de vinho e vodka na mão. Cerveja é pra vocês que se conformam com a bad. Esses trilhões de jovens só querem afogar a alma no álcool e ver as dores voando como fumaça.


Cadê vocês para dizer ao menos que Deus é bom, que ele existe e que quem entrega e confia nele vê sim as coisas mudarem? Cadê vocês para ao menos sentar e conversar vinte minutos com essa juventude sobre coisas importantes; sobre vocês. Sobre a família. Sobre como lidar com as emoções e os problemas diários.


O que vocês estão fazendo com a família de vocês? O que são seus filhos hoje? Eles são o que vocês sonharam ou já desaprenderam a sonhar com uma família feliz? Ainda dá tempo de concertar isso. Falta diálogo entre todos. Falta o toque na pele, falta a emoção de um abraço. Falta o amor em um conselho, em um alerta de - isso não resolve nada- realmente a droga não resolve nada.

Fumar um, nada mais é do que fazer do corpo um papel em Branco no qual tu vai pintar inteiro de cinza. Beber mais um pouquinho, nada mais é que se encher até transbordar e vomitar. Para outros, a bad é maior, o que a boca não põe pra fora, cai pelos olhos. A maior bad talvez seja a consciência pesada, as dores que o fizeram encher a cara escorrendo novamente em cada lágrima. Pais, tios, avós, em que direção estão seus olhos quando seus pequenos se esquecem quanto é 1+1, mas se viciam em masturbação e sexo grupal?


Não. Não estou falando de adultos de vinte e poucos anos. Estou falando da geração Facebook. Da geração like, geração neon, geração ‘vamo fica‘, geração depressiva e solitária da balada. Da geração a partir do ventre que nasce e logo se esquece o que é a vida. Estou falando dos menores de dezoito anos que somam com os de vinte, trinta e quem mais entrar na roda. Estou falando da geração que nasce mas desconhece o próprio lar. É preciso mais atenção, é preciso mais conselhos. É preciso mais amor e compreensão, porque não é com martelo que se sara uma ferida. Não é com bronca e choro que se diz ‘ filhos, parem com esse vício’.


O vício, queridos, é terrível. É necessário uma ajuda específica. Você precisa conhecer a fundo o vicio e quem esta nele. Mas vocês podem sim ser os primeiros a estender as mãos para tirar essa geração do fundo do poço.  Que seja a família unida, o motivo do sorriso de um jovem. Não o vídeo pornográfico e a maconha ao lado. Família. Vocês são reais? Então apareçam, antes que a juventude se perca em si mesmas, ainda mais.