09 de julho de 2026
Geral

Incêndio atinge região do Horto Aimorés em Bauru

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Alex Mita
Corpo de Bombeiros deslocou três caminhões para o local, e contou ainda com o reforço de dois caminhões-pipa

Um incêndio de grandes proporções consumiu uma área do Horto Aimorés, na região do Núcleo Octávio Rasi, em Bauru, durante praticamente toda a tarde desta sexta-feira (8). As chamas só foram controladas no início da noite, quando o Corpo de Bombeiros fazia o trabalho de rescaldo. Ninguém ficou ferido.

Na edição do mesmo dia, o JC já havia alertado que, em 2016, a ‘temporada’ de queimadas começou mais cedo – geralmente o início é em maio e, desta vez, o tempo seco já está presente com força em abril.

De acordo com o tenente Saulo Vitale, do Corpo de Bombeiros, os primeiros focos no Aimorés foram registrados por volta das 14h. “Possivelmente começou com fogo em mato e se alastrou por conta do tempo seco, atingindo parte em que havia recicláveis. Ali, o incêndio foi maior, pois havia muitos pneus, papel, papelão, ajudando a alastrar o fogo mais rápido”.

O tenente cita ainda que três viaturas foram deslocadas para conter as chamas. “Foram três viaturas AB, que são as que carregam água, com o objetivo de controlar o incêndio antes que atingisse alguma casa. Como havia algumas latas de tinta também, pequenas explosões aconteceram no começo do incêndio”, comenta.

Apoio
Além dos Bombeiros, a Prefeitura de Bauru ajudou com dois caminhões-pipa, sendo um do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e outro da Secretaria de Obras, pasta que cedeu ainda uma pá carregadeira para jogar terra sobre os focos maiores no depósito de recicláveis. O coordenador municipal da Defesa Civil, Álvaro de Brito, também esteve no local.

A maioria das famílias que moram nas imediações são assentados do Horto Aimorés e ninguém se apresentou oficialmente como proprietário do material reciclável. Outros focos de incêndio próximos ao depósito também exigiram atenção dos bombeiros e, em um deles, uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente (Semma) colaborou na contenção das chamas, junto de moradores do local.

Lauro Rodrigues Júnior, que é pedreiro e mora em um sítio próximo, relata que pelo menos uma vez por ano há incêndio na região. “Dá a impressão que alguém ateou o fogo, mas todo ano acontece isso”, relata.