08 de julho de 2026
Geral

Som e cores mudam cara do domingo

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Malavolta Jr.
 Após contagem regressiva, o público lança para o alto um pó, em uma verdadeira explosão de cores no Boulevard Shopping

Para cerca de 10 mil pessoas de Bauru e região, o domingo foi marcado por uma explosão de cores e sons. Embalados pelo ritmo contagiante da música eletrônica, crianças, jovens e adultos pularam e dançaram por nove horas e interagiram com DJs, ajudando a colorir os céus do estacionamento do Boulevard Shopping, que já abriga o festival Happy Holi pelo segundo ano consecutivo.

O público atendeu o pedido da organização e vestiu roupas brancas para entrar no clima da festa. A proposta era garantir um efeito especial quando o zim – pó colorido distribuído aos participantes – fosse lançado simultaneamente para o alto pelo público durante as chamadas “colorblast’s”, ou explosão de cores.

Nélio Junior, um dos organizadores do Happy Holi, conta que ele é inspirado na festa Holi, na Índia, e destaca que todas as expectativas foram atingidas. “A gente estava esperando esse público. Agora, a gente está pensando já em 2017”, diz. “E aqui é o melhor lugar porque passa credibilidade para a família”.

A gerente de loja Katia Regina Santos, 31 anos, que mora em Bauru, aproveitou uma folga no trabalho para curtir a festa pela primeira vez. “Eu conheci a festa pelo meu sobrinho e minha cunhada me trouxe. Soube que era a festa das cores e gosto desse tipo de música”, revela. “Achei um domingo divertido”.

O cabeleireiro Walter Antunes, de 28 anos, viajou com a esposa Miriam Pires, 31 anos, e um grupo de amigos de Avaré até Bauru só para conhecer o festival e se surpreendeu com o que viu. “Eu estou achando o máximo. Tudo é maravilhoso e perfeito”, definiu. “Essa explosão de cores é espetacular”.

Em família
Para a professora Bárbara Munhoz, de 41 anos, o Happy Holi é uma oportunidade de reunir a família para um programa diferente. Ao lado do marido Wellington, 40 anos, e da caçula Isadora, de 3 anos, ela aproveitou para “ficar de olho” nos dois outros filhos, Caique e Enzo, de 12 e 14 anos, que se misturaram à multidão. “É uma festa maravilhosa, onde todo mundo pode se divertir. No ano passado a gente veio também”, afirma. “É um passeio em família animado e colorido”. As primas Marielli Pratti, 24 anos, e Jéssica Souza, 22 anos, que moram em Mineiros do Tietê, entraram no clima da festa e, literalmente, deixaram-se levar pela mistura das cores da cabeça aos pés. “Essa festa é demais, uma loucura. Eu adoro”, disse a mais velha. “É tudo sensacional,  não tem nem explicação”, complementou a mais nova.

Unindo gerações

E se engana quem pensa que o Happy Holi atrai apenas os mais jovens. Com o rosto colorido, Cilze Cafeo, 54 anos, fez questão de acompanhar a filha Karoline, 13 anos, e a amiga dela, Raíssa Paulini, da mesma idade. “Eu acho que, hoje, a mãe tem que acompanhar a filha”, afirma. “Tudo, sabendo se divertir, é maravilhoso”. Moradora de Itapuí, ela ganhou a companhia da irmã, Rose Guarinon, de 58 anos, que já prometeu voltar no ano que vem. “Essa é a primeira vez e, com certeza, virão muitas outras”, garantiu.

Isadora Munhoz, Wellington, Caique e a professora Bárbara Munhoz ficaram com o rosto e a roupa cobertos de tinta
Lucio Mauro Witjes, Fabiani Cristina de Oliveira, Walter Antunes e Miriam Pires vieram da cidade de Avaré para se divertirem
Marielli Pratti, de Mineiros do Tietê, entrou no clima do Happy Holi e cobriu-se com o pó multicolorido no evento de ontem
Rose Guarinon acompanhou a irmã Cilze Cafeo, a sobrinha Karoline e a amiga dela, Raíssa Paulini, no festival Happy Holi
Após as contagens regressivas, chamadas “colorblast’s”, o público lança o pó ‘zim’ para o alto, num explosão multicolorida