09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Poluição sonora em Bauru

Luana M. Wedekin
| Tempo de leitura: 2 min

Recém-transferida de outra região do Brasil para Bauru, é impossível não observar uma situação marcante: a intensa poluição sonora da cidade. Residente na avenida Nossa Senhora de Fátima, sou – e imagino que muitos moradores da avenida também o sejam – submetida a constantes ruídos, especialmente motocicletas com escapamento aberto.


O ruído diurno compõe-se de caminhões, ônibus, automóveis e motocicletas, mas, ainda que elevado, é tolerável devido ao dinamismo próprio da cidade (entrega de mercadorias, locomoção de veículos em geral). Entretanto, à noite, abundam as motocicletas evidentemente modificadas com intuito de amplificar o ruído por elas emitido. Nos finais de semana o barulho é multiplicado exponencialmente: circulam os entregadores e os motoqueiros de fim-de-sema na (muitas vezes acelerando exageradamente de forma a amplificar ainda mais o ruído, dando cavalinhos de pau, apostando corrida).


O Código Brasileiro de Trânsito proíbe a modificação de veículos, em seu artigo 98, parágrafo único, prescreve: “Os veículos e motores novos ou usados que sofrerem alterações ou conversões são obrigados a atender aos mesmos limites e exigências de emissão de poluentes e ruído previstos pelos órgãos ambientais competentes e pelo Contran, cabendo à entidade executora das modificações e ao proprietário do veículo a responsabilidade pelo cumprimento das exigências”. Rogo aos órgãos competentes que fiscalizem o cumprimento da lei.


Blitzes frequentes na referida avenida facilmente constatariam as irregularidades. Não é possível que cidadãos de bem estejam à mercê de pessoas que deliberadamente desejem perturbar o sossego alheio! Francamente, tal atitude está além de minha compreensão! Como não é possível contar com o bom senso e o sentido de coletividade, que se cumpra a lei! Uma alternativa interessante também seria que os estabelecimentos comerciais que dispusessem do serviço dos entregadores, não aceitassem como seus prestadores de serviço aqueles cujos veículos apresentassem esse tipo de irregularidade. Não é justo que alguém lucre à custa do sossego e silêncio alheio.