Ao ler seu texto no JC do dia 6/4, imaginei a enorme decepção que o senhor deve ter causado a muitos leitores deste conceituado jornal; decepção não, horror! Muitos devem ter pensado: como um homem de bem, um educador renomado pode se prestar ao papel de defender publicamente nossa democracia? Quanto a mim, senhor Carlos D’Incao, o senhor foi uma agradabilíssima surpresa!
Depois da leitura prazerosa de uma bem descrita aula de História do Brasil, compartilhei seu texto na minha página do “facebook” e passei a procurar saber mais sobre sua pessoa e a buscar outros textos e mais outros e a deleitar-me e orgulhar-me de ter um tão nobre colega a quem não conheço pessoalmente.
Peço perdão, Carlos D’Incao – agora me permita tratá-lo por você – pelo tempo em que não o conhecia; pelo tempo em que estive desacreditada de saber que ainda há pessoas muito corajosas!
Você encorajou–me também. Andava tão envergonhada e decepcionada do que ouvia de amigos ao meu redor, que nem sentia vontade de escrever... Hoje me sinto revigorada, corajosa e quero publicamente reverenciá-lo. Quero também conclamar meus amigos, intelectuais que, tenho certeza, também desejam salvaguardar nossa democracia, a escrever. Vamos entupir este e outros meios de comunicação com nossos textos. Vamos entrar na briga saudável da discussão de idéias, vamos usufruir da condição democrática a duras penas conquistada. Vamos nos unir ao Carlos D’Incao.
Precisamos de mais gente contribuindo para que a maioria consiga enxergar o que está em jogo: a liberdade e o respeito ao maior dos direitos - o voto.