Procurado por professores da rede municipal, o vereador Lima Júnior (PSDB), questiona critérios usados em um concurso para diretor escolar prestado, recentemente, por 174 membros do corpo docente da Prefeitura de Bauru.
Isso porque, dos 12 aprovados no processo interno, os sete primeiros colocados desempenham funções de confiança nos quadros da Secretaria Municipal de Educação. Outros três já atuam como diretores, segundo o parlamentar tucano, como substitutos de titulares também lotados em cargos comissionados. Lima pontuou ainda que alguns desses passaram no concurso, mesmo com pouco tempo de serviços prestados junto à prefeitura, fator que pesa negativamente na avaliação de um dos quesitos.
Outros dois itens considerados no concurso são a nota em prova objetiva e a titulação dos inscritos. “Um dos aprovados apresentou 110 títulos em três anos”, observou o vereador, que anunciou, na tribuna da Câmara Municipal, nessa segunda-feira (11), que cobrará explicações da Secretaria de Educação.
Segundo ele, os profissionais com funções de confiança são privilegiados porque podem se aperfeiçoar e participar de cursos durante o horário de trabalho, diferentemente dos professores que atuam em sala de aula. Secretária municipal de Educação, Vera Casério afirma a pasta não deve explicações sobre o processo, já que é inteiramente organizado pela Secretaria de Administração. “Não passa nada por nós”.
Ela alega ainda que, diferentemente do que fora pontuado pelo vereador, os professores da rede municipal são remunerados para se aperfeiçoarem.