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| Rogério Duarte e algumas de suas obras: capas de Gil e Caetano e cartaz de filme de Glauber Rocha |
Um dos protagonistas da Tropicália e da contracultura brasileira, o designer baiano Rogério Duarte morreu aos 77 anos no Hospital Santa Lúcia, em Brasília. Em 2009, o artista foi diagnosticado com um câncer de garganta.
A trajetória do designer comprova a multiplicidade. O cartaz do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha, se estabeleceu como sua obra-prima. Por trás de todos, estava justamente Rogério, sentenciou Glauber, que ainda confiou ao amigo uma parte da trilha musical de “A Idade da Terra”.
Em diálogo com os parceiros tropicalistas, Duarte criou memoráveis capas dos discos de Caetano, Gilberto Gil e Gal Costa, nos anos 1960 e 70.
Sempre na ativa
Continuou a trabalhar após diagnosticado. Depois do primeiro ciclo do tratamento, publicou uma tradução do poema em sânscrito “Gitagovinda” (a cantiga do negro amor), de Jayadeva, e realizou exposições de sua obra no Brasil e na Alemanha.
A canção “Gayana”, de sua autoria, terminou gravada por Caetano Veloso no álbum “Abraçaço”. No último ano, voltou a adoecer, enfrentando um câncer ósseo e no fígado, e decidiu mudar-se de Salvador para Brasília. Recém-lançado, o documentário “Rogério Duarte - O Tropikaoslista”, do diretor baiano José Walter Lima, celebra os vários Rogérios. Ele deixa mulher e cinco filhos.