10 de julho de 2026
Cultura

Brasil volta a disputar Palma de Ouro no Festival de Cannes


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Reprodução
TELONA - Sônia Braga está em “Aquarius”: promissora produção com sotaque pernambucano  

Um som familiar ao redor. Após oito anos, o português com sotaque brasileiro volta a ser ouvido na competição principal do mais importante festival de cinema do mundo.

Sotaque pernambucano, mais exatamente. “Aquarius”, novo filme do diretor recifense Kleber Mendonça Filho (de “O Som ao Redor”) irá disputar a Palma de Ouro no Festival de Cannes. A produção conta com Sônia Braga no elenco.

A mostra, que acontece entre 11 e 22 de maio no sul da França, anunciou ontem os concorrentes. “O filme vai ficar fora de controle, é fantástico. É muita gente, muita mídia, atenção. Tem de segurar o tranco porque a exposição é grande”, diz o cineasta à reportagem.

Fora de controle “Aquarius” já está. Ao menos, fora do controle do rótulo: Mendonça Filho evita conceituar seu novo filme e compará-lo ao anterior, o elogiado “O Som ao Redor” (2012), que usava uma rua do Recife como microcosmo para perpassar a história social do país.

História

“Na Estrada” (2012), dirigido por Walter Salles, foi a última participação do Brasil na disputa pela Palma de Ouro. O filme, contudo, é uma coprodução que conta também com Estados Unidos, Reino Unido, França, Canadá e Argentina, tem elenco americano e é todo falado em inglês.

Apenas um filme nacional ganhou a Palma de Ouro: “O Pagador de Promessas” (1962), de Anselmo Duarte.

Você sabia?

Na edição deste ano, “Aquarius” é o único título latino-americano entre os 20 filmes da competição -13 europeus, três americanos, um canadense e dois asiáticos.