| Samantha Ciuffa |
| Gabriel Machado, Paulo Ladeira, Thyerre Vieira e Augusto Simonetti estão na organização do ato |
A partir das 14h de amanhã, manifestantes favoráveis à cassação da presidente Dilma Rousseff (PT) se concentrarão na avenida Getúlio Vargas, próximo à Praça da Copaíba, onde haverá mais um ato em favor do processo de impeachment, que será votado a partir do mesmo horário pelos deputados federais em Brasília.
Para atrair a população favorável ao afastamento, os grupos organizadores – Direita Bauru, Juventude Bauruense e Vem Pra Rua – levarão ao local um caminhão de som com um telão acoplado, que transmitirá a sessão de votação do pedido embasado nas chamadas “pedaladas fiscais”.
Até agora, mais de 1.200 pessoas confirmaram presença do protesto que, desta vez, não será seguido de caminhada. A organização, porém, estima que mais de 5 mil pessoas passem pelo local ao longo do dia, já que a sessão do impeachment, espera-se, pode terminar só entre as 21h e 23h, ou seja, até nove horas após seu início.
Não existe, contudo, a expectativa de grandes concentrações, até mesmo em função do intenso calor esperado para o período vespertino deste domingo.
Ainda não há confirmações sobre o que os manifestantes farão após o fim da votação. Caso os deputados aprovem o seguimento do processo de cassação, no entanto, é possível que os presentes saiam em carreata.
“Será um ato diferente. Será a pressão popular direta. Vamos fazer um muro da vergonha, com os políticos que votarem contra o impeachment”, adverte Gabriel Machado, um dos organizadores.
O movimento avisa ainda que contará com o apoio do efetivo da Polícia Militar para garantir a segurança dos manifestantes pró-impeachment.
EXPECTATIVA
Paulo Ladeira, que também está à frente da manifestação, afirma estar confiante na possibilidade de o pedido contar com o apoio dos 342 parlamentares necessários para que a apreciação do caso siga para o Senado. “Mas acredito que será bem apertado”.
Ele diz ainda que o objetivo dos grupos não é apenas afastar Dilma Rousseff, mas também o vice Michel Temer (PMDB), a fim de que haja nova eleição direta para a Presidência da República. Para isso, segundo Paulo Ladeira, o apoio do próprio PT será importante. “Eles farão oposição ferrenha para que caia a chapa”.
Outro lado
A Frente Brasil Popular, que reúne 22 grupos contrários ao impeachment, desistiu de convocar um ato para a Praça Machado de Mello na tarde de domingo. Seus militantes, contudo, viajarão para São Paulo em dois ônibus para reforçar a mobilização chamada para o Vale do Anhangabaú. Já seu porta-voz, o coordenador regional da CUT, Itamar Calado, viajará para Brasília.
Desde ontem, porém, integrantes da frente já distribuíam exemplares de boletim informativo na avenida Rodrigues Alves. Hoje, estarão no Calçadão da Batista e, no domingo de manhã, na Feira Livre da Gustavo Maciel e na Feira do Rolo.