| João Rosan/JC Imagem |
| Vinícius dos Reis Janson já tem distribuição da obra na Europa |
Quando luzes de origem desconhecida aparecem no céu de uma pequena cidade, os caminhos de uma garotinha, um ufólogo, um grupo de investigações do governo e uma seita religiosa se cruzam, desafiando crenças e conhecimentos.
Em resumo, esse é o enredo de “Luzes em Thaupeeka”, primeiro livro de V.R. Janson, pela Chiado, editora portuguesa. O lançamento acontece nesta segunda-feira, dia 18 de abril, às 19h, na Jalovi do Altos da Cidade.
Natural de Bauru, Vinícius dos Reis Janson é cirurgião dentista e há 12 anos vive na região de Salvador (BA).
O gosto por literatura e ufologia resultaram nesta obra de ficção científica que tem pitadas de humor, uma boa dose de suspense e uma trama intrigante, capaz de levar o leitor a “flutuar” suavemente por suas 584 páginas.
“A leitura é fácil e dinâmica. Não tem nada que um leigo não possa ler tranquilamente, mas quem está habituado ao assunto vai reconhecer algumas informações”, pondera.
E o autor, o que pensa sobre vida extraterrestre? “Nunca tive nenhuma experiência, Mas acho que tudo é muito grande pra não ter mais ninguém. Tanto deve existir vida inteligente que nenhum ET quis papo com a gente”, brinca. Veja entrevista.
JC – Qual foi sua motivação para esse livro?
V.R. Janson – “Eu gosto do assunto e queria ler um livro como esse, que além da ufologia tem um pouco de suspense e ação policial. Há livros mais científicos e aqueles que falam o tempo inteiro de homenzinhos verdes, vindos de outro planeta, para invadir ou ajudar. A história traz a visão dos fanáticos aos totalmente descrentes, incluindo um ufólogo”.
JC – E como surgiu a escrita na vida do dentista?
V.R.J. – “Sempre tive facilidade para escrever. Quando mudei para Salvador, fui para a pensão Alameda, que só tinha ‘figuras’. Fiz amizade com o pessoal e criei um jornalzinho, o ‘Pasquim Alameda’, brincando com tudo. Um dia vi o artigo de uma escritora em que ela ensinava exercícios para estimular a escrita e resolvi tentar, por hobby. Fui aumentando o tamanho dos texto até que pensei: vou escrever um livro. Dei sorte porque mandei para duas editoras e essa se interessou”.
JC – Como se deu o processo criativo e as suas referências?
V.R.J. – “No total, levei quatro meses para finalizar esse livro. Foi bem tranquilo: dava o insight, sentava e escrevia. Às vezes passava o dia inteiro pensando e fazia alguma anotação, um lembrete. Juntei um pouco de tudo e me inspirei em autores como J. J. Benítez, Carlos Castañeda, Stephen King, Dan Brown...”.
JC – É um livro de 584 páginas: isso assusta?
V.R.J. – “Há pessoas que não gostam de ler. Um cunhado viu o tamanho do livro e disse: ‘Vou esperar sair em filme!’. Já tem gente que gosta e não se importa com o tamanho do livro. Quem já leu está no meu círculo de amizade ou são parentes e disseram que gostaram muito, que não queriam parar de ler e foi rápido, mas nunca vou saber se é verdade! Brincadeiras à parte, tive um retorno positivo de editores e escritores, fiquei feliz e tenho um novo projeto em andamento, outra ficção que não tem nada a ver com esse livro”.
“Luzes em Thaupeeka” será lançado nesta segunda, 18/04, às 19h, na livraria Jalovi, na rua Antônio Alves, 22-75, Altos da Cidade. Para saber mais acesse www.chiadoeditora.com