08 de julho de 2026
Nacional

Com hipertensão, Dirceu é internado para bateria de exames

Por Ricardo Brandt e Julia Affonso | AE
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-ministro José Dirceu foi levado na manhã desta segunda-feira (18), para um hospital, em Curitiba (PR), para dois dias de exames e tratamentos médicos.

O juiz federal Sérgio Moro autorizou a ida do ex-ministro da Casa Civil (Governo Lula) a um hospital em Curitiba, base da Operação Lava Jato.

A defesa de Dirceu havia informado ao magistrado que o ex-ministro "apresenta quadro de cefaleia há mais de 20 dias, hipertensão arterial de difícil controle, hipercolesterolemia e distúrbio de ansiedade". Dirceu chegou ao hospital por volta das 7h em um carro da Polícia Federal.

José Dirceu foi preso em 3 de agosto de 2015, em Brasília, na 17ª fase da Lava Jato, batizada de Pixuleco. O ex-ministro está preso no Complexo Médico Penal, em Pinhas, região metropolitana de Curitiba.

"O peticionário, atualmente custodiado no Complexo Médico-Penal, é idoso com queixa de cefaleia, portador de hipertensão arterial de difícil controle, hipercolesterolemia e distúrbio de ansiedade, razão pela qual foi periodicamente submetido a exames e acompanhamento médico naquele estabelecimento, e faz uso de medicamentos controlados", afirmou a defesa.

Ao autorizar a ida de Dirceu ao hospital, o juiz Moro afirmou que o ideal é que o ex-ministro 'uma vez no ambiente hospital, realize uma bateria de exames destinada a aferir a causa e a real gravidade da sua situação de saúde'.

SAÚDE AGRAVADA PELA CRISE 
Pessoas próximas a Dirceu relataram à reportagem que o quadro de hipertensão e ansiedade do petista se acentuou com a piora da crise do governo Dilma. Acostumado a receber nomes do PT que se consultam sobre o cenário político brasileiro, Dirceu não esconde sua preocupação com os rumos do país e do PT. 

Além de se dedicar a essas conversas, Dirceu passou boa parte de sua rotina estudando seu processo na Lava Jato e apontando aos advogados contradições nas delações premiadas que os citavam, como a do lobista Fernando Moura. Muitas vezes, chegava a enviar as anotações a mão. A expectativa é que a sentença dele saia no início de maio. 

Recentemente o ex-ministro havia trocado seus remédios para pressão, mas ainda sentia desconforto. Outra ponto de preocupação que o incomoda é como levantará dinheiro para sustentar a esposa Simone e a filha pequena Maria Antônia, que costumam visitá-lo pelo menos uma vez por mês. 

NOVA FUNÇÃO 
No último mês, o petista está mais satisfeito com o trabalho que passou a exercer no CMP. 
Atualmente é um dos responsáveis pela biblioteca do presídio e passa no local a maior parte do tempo.

Outros nomes, como o ex-deputado André Vargas, ainda estão envolvidos com atividades consideradas piores, como a faxina.