| Douglas Reis |
| Por conta da confusão, a Polícia Militar precisou ser acionada |
O que era para ser uma espécie de “trote” contra uma professora da Escola Estadual Vereador Antônio Ferreira de Menezes, no Jardim Petrópolis, em Bauru, acabou na Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade. Conforme consta no boletim de ocorrência (BO), a mulher ficou trancada em uma sala de aula. Quando saiu, ela partiu para o gabinete da diretora, mas foi seguida pelos alunos. Por conta da confusão, a Polícia Militar (PM) foi acionada.
Nem a presença da corporação intimidou alguns estudantes, já que tanto a diretora quanto a professora foram ameaçadas. De acordo com o registro, um adolescente (os nomes foram preservados em respeito ao ECA) de 16 anos desacatou até a polícia, que utilizou spray de pimenta para conter os alunos. Outro jovem, de 14 anos, foi flagrado insultando a diretora e a professora. Um terceiro, de 16 anos, teria dito: “Se vocês não pagarem aqui dentro, vão pagar lá fora”. Os três foram levados à CPJ, de onde foram ouvidos e liberados.
Os familiares dos adolescentes, que não quiseram ser identificados, afirmaram que a polícia abusou da força. Inclusive, outra estudante filmou tudo o que ocorreu na escola e, por isso, seu aparelho celular foi apreendido. Já o capitão Marcelo Cornejo Noronha, que participou da ocorrência, nega que houve violência. “Usamos spray de pimenta para conter os estudantes, mas não teve um alvo específico”, argumenta.
Em nota, a Diretoria Regional de Ensino de Bauru nega que houve ameaça contra a professora. O órgão enviou uma supervisora até a unidade para apurar os fatos e as medidas disciplinares já foram tomadas. Além disso, os pais dos alunos também foram chamados para uma reunião junto ao professor-mediador, que é especializado em resolução de conflitos, para que casos como este não voltem a ocorrer.