11 de julho de 2026
Bairros

Professores realizam manifestação em São Paulo nesta sexta-feira

Thiago Navarro
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Malavolta Jr.
Neuza Sampaio e Vera Lúcia Durand, ambas do CPP, e Elza Zanoni Fernandes, da Apampesp

Professores ativos e inativos da rede estadual de ensino farão protesto nesta sexta-feira (29), às 15h, em São Paulo, contra a política educacional do Estado. O ato será na Praça da República, em frente à sede da Secretaria Estadual de Educação, e contará com docentes de todo o Estado. De Bauru, 14 pessoas irão em uma van.

Além do Centro do Professorado Paulista (CPP), participam da organização o Sindicato dos Supervisores de Ensino do Magistério do Estado de São Paulo (Apase), o Sindicato de Especialistas de Educação do Estado de São Paulo (Udemo) e a Associação dos Professores Aposentados de São Paulo (Apampesp). “Nos últimos dois anos, não tivemos reposição salarial, ou seja, 16,5% que não foram repostos. E podemos ficar mais dois anos sem ter reajuste de novo, tanto para ativos como para os aposentados”, destaca Neuza Aracy Costa Sampaio, vice-diretora da regional de Bauru do CPP.

Os manifestantes estarão vestidos de preto, e carregando cartazes com os dizeres: “Luto pela educação. Eu luto, e você?”. Além da reposição salarial, eles pedem abertura de concursos para professor, supervisor e diretor de escola. “Hoje, o professor não vê perspectiva de subir na carreira, além da questão salarial, que está bastante desvalorizada. O governo deu apenas bônus, e para parte dos ativos, isso não é valorização, é necessário um reajuste que reponha as perdas”, cita Vera Lúcia Durand da Silva, diretora regional do CPP em Bauru.

Elas destacam que o ato será totalmente pacífico, com o intuito de chamar a atenção para a situação do ensino público paulista.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação “reitera que apoia a livre manifestação do sindicato, bem como de todos os outros da categoria, e que mantém a mesa de negociação aberta”. Diz ainda que o salário inicial para professores com formação superior é de R$ 2.415,89 para 40 horas semanais, enquanto o determinado pelo Ministério é de R$ 2.135,64, e com possibilidade de evolução funcional.

Apeoesp

Também na sexta-feira (29), o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) fará uma assembleia no vão livre do Masp, na Capital Paulista, quando podem deliberar por realizar greve.

A categoria já está em estado de greve desde o dia 8 e, até o momento, aguarda uma proposta formal da Secretaria de Educação. Para a assembleia, um ônibus sairá de Bauru, confirma Suzi da Silva, dirigente regional da entidade.