| Malavolta Jr. |
| Muitos vereadores apontaram a inércia do governo Rodrigo Agostinho em resolver o problema |
A Cetesb negou o pedido da Emdurb para continuar destinando lixo na área antiga do aterro sanitário, mas ainda não se posicionou sobre o recurso da Secretaria do Meio Ambiente, que pediu a revogação da cobrança de multa para cada dia em que o município continuar enterrando resíduos no local. O valor de R$ 3.132,15 está incidindo desde a última sexta-feira (29).
O problema, como esperado, repercutiu na Câmara Municipal. Muitos vereadores apontaram a inércia do governo Rodrigo Agostinho em resolver o problema, vivenciado pela cidade no ano passado, mas conhecido desde 2011, quando o prefeito assinou o plano de encerramento do aterro sanitário.
Moisés Rossi (PR) foi mais longe e sugeriu que o chefe do Executivo “quis errar...”. Para o parlamentar, ele deveria se responsabilizar pelo pagamento da multa imposta para que o dinheiro não saia dos cofres públicos.
Acusando o prefeito de cometer crime de responsabilidade por inércia, o vereador preparou o pedido de instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), ao qual Roque Ferreira (PSOL) já se disponibilizou a assinar. Para ser votado em plenário, o pedido precisa de pelo menos seis adesões.
TÉCNICO
Líder da oposição, Lima Júnior (PSDB) rebateu o discurso de alguns vereadores da base, que sugeriram motivações políticas na decisão da Cetesb em determinar, na última quinta-feira (28), o fim da operação no aterro municipal.
Ele ainda ironizou declarações dadas por Rodrigo Agostinho sobre uma suposta reserva de verbas para o ano que vem visando a construção de um novo aterro. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que chegou ontem à Câmara Municipal, prevê parcos R$ 100 mil para a obra, que deve custar mais de R$ 20 milhões. Como já noticiado pelo JC, a prefeitura não dispõe sequer dos R$ 700 mil necessários para contratar o projeto básico do empreendimento.
O vereador Raul Gonçalves Paula (PV) sugeriu a contratação de uma foto de satélite para dar fim à queda de braço entre Prefeitura Municipal e Cetesb. “Ela poderá nos dizer se ainda há ou não espaço para lixo no nosso aterro”.