08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O impeachment e a transparência

Wellington Anselmo Martins
| Tempo de leitura: 1 min

Se o povo não entender o processo de impeachment, então esse processo não é democrático! Se a decisão final, que derrubará Dilma, tornar público apenas os dois extremos: 1) de um lado, o tecnicismo jurídico de advogados de acusação e de defesa; 2) do outro, o populismo barato de deputados do “eu voto em nome de Deus, da pátria e da família”, então o princípio da publicidade não está sendo observado nesse caso.


Ou seja, o povo tem o direito e o dever de ser conscientizado! Sem consciência do mérito real desse processo de impeachment, o povo se torna marginalizado: e o povo, nesse tipo de decisão, não pode estar à margem. Enfim, o “juridiquês” dos advogados como forma de elitismo; e a vulgaridade dos deputados como falácias intencionais. Ambos causam ruídos no discurso público e, assim, escondem do povo a realidade do impeachment. Ambos, por isso, são pré-democráticos ou, mesmo, antidemocráticos.

- Uma decisão de Estado que não dialoga com o povo, que sustenta esse Estado, é golpe!