| Aceituno Jr. |
| Robert Day disputa rebote com jogadores do Brasília na vitória do Bauru, nessa terça-feira (10) à noite |
Foi certamente o jogo mais duro entre Paschoalotto/Bauru e Brasília no playoff semifinal do Novo Basquete Brasil (NBB) 2015/16. As duas equipes protagonizaram um grande duelo nessa terça-feira (10) à noite, no Ginásio Panela de Pressão, que terminou com vitória do Dragão por 85 a 79, “varrendo” o time do Distrito Federal por 3 a 0 na série.
O resultado coloca Bauru na grande final do NBB pelo segundo ano seguido, e agora o objetivo é repetir o feito do Tilibra/Copimax, que em 2002 foi campeão brasileiro. O adversário na decisão será Flamengo ou Mogi, que se enfrentam na outra série semifinal, que por enquanto está 2 a 1 para o time paulista – o quarto jogo será sábado, às 14h10, em Mogi das Cruzes.
O primeiro jogo da final será dia 21 de maio, e as partidas seguintes em 26 e 28 de maio, e 4 e 11 de junho. Como o Ginásio Panela de Pressão comporta pouco mais de 2 mil pessoas, abaixo do mínimo exigido pela Liga Nacional, Bauru já definiu que vai jogar como mandante no Ginásio Neusa Galetti, em Marília.
Lá e cá
Antes da partida, a torcida ficou em pé para aplaudir Tiagão, torcedor da equipe que é deficiente visual e teve a honra de entregar a bola para o árbitro iniciar a partida. Com a bola quicando, Bauru foi melhor no início, aproveitando o nervosismo do Brasília, que entrou em quadra pressionado pela obrigação da vitória para seguir vivo na série.
A novidade no time candango era a presença do armador Fúlvio, que não atuou nos dois primeiros jogos por conta de uma lesão. Mesmo com sua presença, Bauru defendeu bem, e no ataque as bolas de três de Jefferson e Robert Day caíam da linha de três pontos. Alex Garcia, a exemplo dos jogos anteriores, revezava com Paulinho Boracini na armação, e ambos também convertiam seus pontos, sobretudo nas bolas mais perto da cesta e nas infiltrações. O primeiro período terminou em 22 a 14 para os donos da casa.
No segundo quarto, Paulinho Boracini começou avassalador, fazendo nove pontos seguidos, com uma bola do perímetro e outras três de dois pontos, inclusive aproveitando rebote ofensivo. Cipolini tentou ‘acordar’ o Brasília com bela enterrada, mas Hettsheimeir respondeu na mesma moeda e levantou o público. Ele mesmo ainda fez mais dois pontos e Robert Day uma bola de três, porém nos últimos três minutos do período o ala/pivô Guilherme Giovannoni, que fazia até então um playoff discreto, cresceu na partida e acertou oito pontos em sequência, deixando o Brasília colado aos bauruenses, que foram para o intervalo com apenas dois pontos de vantagem: 42 a 40.
Reação
Bauru voltou do intervalo no mesmo ritmo do final da etapa anterior, e sem acordar do “apagão” do segundo quarto permitiu a virada do Brasília, em bola de três de Deryk: 43 a 42. Os candangos esboçaram abrir vantagem, com bolas convertidas por Giovannoni e Ronald, mas Jefferson, em chute de três, e Day, embaixo da cesta, empatar o duelo, em 49 a 49. Léo Meindl recolocou o Dragão na frente em dois lances livres. A torcida passou a vaiar as investidas do Brasília e a vibrar com cada ataque bauruense.
Alex, em chute de três, e Hettsheimeir, com dois pontos, “desafogaram” para Bauru, abrindo 56 a 52. Em contragolpe, Jefferson fez mais dois, e Paulinho Boracini em novo contra-ataque deu números finais ao terceiro quarto: 65 a 54. Giovannoni fez três pontos, mas Bauru reagiu bem e acertou três bolas de longe, com Hettsheimeir, Boracini e Day, controlando o placar do jogo, que era de 74 a 61 na metade do último período.
Emocionante
Nos últimos minutos do jogo, Brasília conseguiu tirar parte da desvantagem, e chegou a encostar no placar: 74 a 70. O Dragão reagiu com dois lances livres de Léo Meindl, mas Fúlvio acertou de longe. Boracini respondeu com dois pontos, e o marcador já era de 78 a 73. Bauru passou a controlar o jogo, e a 25 segundos do fim a torcida, em pé, já gritava “eliminado” para o Brasília. Final de jogo, 85 a 79 para Bauru e mais uma final de NBB garantida.
| Aceituno Jr. |
| Jogadores bauruenses celebram vaga na final do NBB8 |
Sem escolher
O técnico Demétrius Ferracciú diz não ter preferência entre Mogi ou Flamengo para a final. “Não dá para escolher, independente de quem vier será uma série difícil”, aponta. O treinador revela que, se pudesse escolher, mandaria os jogos finais no ginásio Panela de Pressão. “Claro que o ideal seria poder atuar aqui, é o lugar onde nos sentimos em casa, estamos acostumados. Mas tenho certeza que a torcida de Bauru vai ‘invadir’ Marília e nos apoiar sempre”, pontua.
O gestor da equipe, Vitor Jacob, faz uma reunião hoje com demais membros da diretoria bauruense e representantes de Marília, para acertar detalhes dos jogos finais. A intenção é já definir preços de ingressos, logística de venda dos bilhetes, entre outros. “Primeiro a gente precisa definir o adversário para depois acertar a logística de viagens, inclusive fazendo mais treinos em Marília se possível”, cita o dirigente. “Pela questão da logística, prefiro o Mogi, mas no aspecto técnico Mogi e Flamengo se equivalem”, conclui.
Decisivo
Até março, Paulinho Boracini era reserva de Ricardo Fischer, mas com a lesão do armador titular, ele assumiu a responsabilidade de começar jogando, e vem se destacando nos playoffs do NBB – nessa terça-feira (10) anotou 22 pontos. “Consegui ajudar pontuando também, mas o time todo foi muito bem nesta série. Nosso primeiro jogo foi o melhor, a defesa foi impecável, nas duas partidas seguintes Brasília também marcou mais forte. O grande desafio é estar focado nos 40 minutos”, afirma. “Hoje (nessa terça-10) o Brasília foi melhor (do que nos jogos anteriores), até pela presença do Fúlvio que é um passador incrível, mas conseguimos fazer o resultado”, destaca.