| Douglas Reis |
| Simpósio em celebração ao Dia Internacional da Enfermagem ocorreu nessa terça (10) no Hospital Estadual |
| Ana Paula Nascimento/Famesp |
| Ana Paula Neves Quintino diz que ambulatório não registra falhas em cirurgias há 1 ano |
Em comemoração ao Dia Internacional da Enfermagem, celebrado nessa quinta-feira (12), a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) realizou a segunda edição do Simpósio da Enfermagem, nessa terça-feira (10), no Hospital Estadual. Durante o evento, uma das palestrantes destacou que o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) não registrou nenhum incidente decorrente de falhas no procedimento cirúrgico no último ano.
Isso porque, de acordo com a enfermeira Ana Paula Neves Quintino, do Núcleo de Segurança do Paciente, a unidade criou um “protocolo de cirurgia segura” após um erro cometido no ano passado. A iniciativa se resume em adequações feitas no “checklist” recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
“Primeiro, o paciente passa por uma consulta pré-operatória pela equipe de enfermagem. Depois, já no centro cirúrgico, a gente ainda checa a indicação médica e o procedimento que será realizado junto ao paciente, ou seja, ele participa de todo o processo”, explica Quintino.
Ela ressalta que, antes da adequação do processo, já adotado por alguns hospitais por recomendação da OMS, era verificado somente os sinais vitais do paciente e o agendamento (detalhes do como será a cirurgia), sem, contudo, a participação de quem seria submetido à cirurgia.
Prevenção
A OMS desenvolve campanhas para a segurança de pacientes em hospitais desde 2004, com objetivo de reduzir as complicações cirúrgicas decorrentes de falhas que podem ser prevenidas, como operação de membros errados.
Em unidades que adotam o “checklist”, os pacientes chegam com o local da cirurgia já demarcado com uma caneta especial, por exemplo. “O que a gente tem tentado fazer no ambulatório é melhorar esse procedimento que já existe”, finaliza Quintino.
Valorização
Há algum tempo, a profissão de enfermagem não tinha tanto reconhecimento, conforme frisa o enfermeiro Luciano Bonfim. “Era vista apenas como uma prática e não como uma ciência. Porém, trata-se da profissão do cuidado, que requer conhecimento científico. Atualmente, houve um avanço e esse estigma já vem sendo deixado de lado”, comemora.