09 de julho de 2026
Política

Circulares: Emdurb calcula reajuste de 9,3%

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

O valor da passagem do transporte coletivo de Bauru deve subir, após um ano do último reajuste. A Emdurb já apresentou ao Conselho de Usuários as propostas de reajustes, de 9,37% nas tarifas pagas com cartão e 7,1% na recolhida em dinheiro.

     
Neste último caso, o custo da viagem pode passar de R$ 3,50 para 3,75. Já a tarifa básica, cobrada dos munícipes que utilizam o cartão transporte da Transurb, ficaria em R$ 3,50. Atualmente, o valor é de R$ 3,20. Para os estudantes, a passagem deve subir de R$ 1,60 para R$ 1,75.

As propostas de aumento seriam apreciadas ontem pelo conselho, em reunião convocada de forma extraordinária. Pelo segundo ano consecutivo, no entanto, não houve quórum no encontro chamado para discutir o assunto.
Presidente da Emdurb, Nico Mondelli acredita que, ainda assim, o processo será encaminhado ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), que acatará ou não a solicitação.  “Nossos representantes foram à reunião e explicaram a situação aos presentes. Como a posição do conselho seria de caráter consultivo, vamos dar sequência”, afirmou.

MOTIVAÇÕES

Nico explica que, além do dissídio de 10% concedido aos trabalhadores do transporte coletivo e do aumento no preço de insumos necessários para a prestação do serviço, impactou na planilha de custo das empresas a redução do número de passageiros nos circulares.

Nos últimos oito meses, essa queda foi de 7,8%. Nos últimos 4, chegou a 9,7%, de acordo com a Emdurb. Numericamente, isso representaria a diminuição de 100 mil passageiros/mês. “Isso impacta. O grosso nessa redução está relacionado a vale-transporte. Por isso, acreditamos que seja um reflexo do aumento do desemprego. São menos pessoas trabalhando e, consequentemente, menos pessoas usando os ônibus”, avalia Mondelli.

O DECRETO

O prefeito diz que ainda não sabe quando editará o decreto com os reajustes. Os novos valores passarão a valer 30 dias depois da publicação em Diário Oficial.
Rodrigo Agostinho já sugere, porém, que acatará a solicitação da Emdurb. Ele pondera que o reajuste proposto está aquém dos reais impactos na planilha. “Se fôssemos repassar todos os custos aos usuários, o aumento seria bem maior que a inflação. Optamos por seguir o IPCA. As empresas concessionárias terão que absorver parte das despesas”.