| Agência Brasil |
| O senador Vicentinho Alves (PMDB-TO) notificou, às 11h27 desta quinta-feira (12), o vice-presidente Michel Temer sobre o afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo por até 180 dias. |
O presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), empossou, no final desta quinta-feira (12) sua equipe ministerial em cerimônia no Palácio do Planalto.
São contemplados 11 partidos no gabinete do peemedebista. Em discurso após a cerimônia, Temer disse que é urgente pacificar a nação, unificar o Brasil e fazer um governo de salvação nacional. "E a minha primeira palavra ao povo brasileiro é a palavra confiança, confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente, na vitalidade da nossa democracia, na recuperação da economia e nos potenciais do nosso País, em suas instituições sociais e políticas", disse.
Temer afirmou que os partidos políticos, as lideranças e entidades organizadas e o povo brasileiro "hão de emprestar colaboração para tirar o País dessa grave crise". "É preciso resgatar a credibilidade do Brasil, no âmbito interno e internacional, fator necessário para que os empresários do setor industrial, de serviços e do agronegócio, e os trabalhadores, de todas as áreas produtivas, se entusiasmem e retomem com segurança os seus investimentos", acrescentou.
"Eu gostaria que esta cerimônia fosse sóbria, discreta, como convém o momento em que vivemos. Entretanto, eu vejo o entusiasmo dos colegas parlamentares, dos senhores governadores e tenho absoluta convicção que este entusiasmo deriva precisamente da convivência que nós todos tivemos ao longo do tempo", disse Temer.
Ministério novo
Alexandre de Moraes (PSDB-SP)
Justiça e Cidadania
Secretário da Segurança de SP, foi promotor de Justiça
Blairo Maggi (PP-MT)
Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Senador e ex-governador
Bruno Araújo (PSDB-PE)
Cidades
Deputado federal, deu o voto decisivo para o impeachment de Dilma na Câmara
Eliseu Padilha (PMDB-RS)
Casa Civil
Ex-ministro da Secretaria de Aviação Civil (governo Dilma) de dos Transportes (governo FHC); quando ministro de FHC, foi alvo de acusações de irregularidades no pagamento de precatórios, mas sempre negou
Fabiano Silveira
Fiscalização, Transparência e Controle
Conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça)
Fábio Osório Medina
AGU (Advocacia-Geral da União)
Fernando Bezerra Filho (PSB-PE)
Minas e Energia
deputado e líder do partido na Câmara
Geddel Vieira Lima (PMDB-BA)
Secretaria de Governo
Ex-ministro da Integração Nacional, preside o partido na Bahia. Citado na Lava Jato sob suspeita de negociar propina com a OAS, o que ele nega. Também é visto como um nome que está distante há anos do Parlamento
Gilberto Kassab (PSD-SP)
Ciência, Tec., Inovações e Comunicações
Ex-prefeito de São Paulo (pelo PSD) e ex-ministro da Dilma na mesma pasta
Henrique Alves (PMDB-RN)
Turismo
Ex-ministro do Turismo de Dilma
Helder Barbalho
Integração Nacional
Ministro de Dilma na Secretaria de Portos e filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA)
Henrique Meirelles (PSD-SP)
Fazenda
Ex-presidente do Banco Central (governo Lula); nome agrada ao mercado financeiro
José Serra
Relações Exteriores
Senador, ex-ministro da Saúde e do Planejamento (governo FHC); foi governador de São Paulo e prefeito da capital. Um dos caciques do PSDB, foi candidato do partido à Presidência em 2002 (derrotado por Lula) e 2010 (derrotado por Dilma)
Leonardo Picciani (PMDB-RJ)
Esporte
Deputado federal e antigo líder do PMDB na Câmara
Marcos Pereira (PRB)
Indústria e Comércio
Presidente do PRB
Maurício Quintella (PR-AL)
Transportes, Portos e Aviação Civil
Deputado federal. Condenado em agosto de 2014 por participação em um esquema que desviou dinheiro destinado ao pagamento de merenda escolar em Alagoas, entre 2003 e 2005, quando era secretário de Educação do Estado
Mendonça Filho (DEM-PE)
Educação e Cultura
Ex-governador de Pernambuco, atualmente é deputado pelo DEM
Osmar Terra (PMDB-RS)
Desenvolvimento Social e Agrário
Deputado federal
Raul Jungmann (PPS-PE)
Defesa
Deputado federal e ex-ministo de FHC
Ricardo Barros (PP-PR)
Saúde
Deputado federal
Romero Jucá (PMDB-RR)
Planejamento, Desenvolv. e Gestão
Senador (RR) e ex-ministro da Previdência (governo Lula); presidente em exercício do PMDB, foi um dos principais articuladores da saída do partido do governo e do avanço do processo de impeachment de Dilma
*Pasta deve ser fundida com a de Indústria e Comércio
Ronaldo Nogueira (PTB-RS)
Trabalho
Deputado federal
Sarney Filho (PV-MA)
Meio Ambiente
Deputado federal pelo Maranhão e ex-ministro da pasta (governo FHC)
Sérgio Etchegoyen
Gabinete de Segurança Institucional
Deputado federal pelo Maranhão e ex-ministro da pasta (governo FHC)
Mais cedo
O senador Vicentinho Alves (PMDB-TO) notificou, às 11h27 desta quinta-feira (12), o vice-presidente Michel Temer sobre o afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo por até 180 dias.
De acordo com deliberação da Mesa Diretora do Senado, Temer recebe agora o título de presidente interino. Ele passa a possuir plenos poderes de nomear a equipe de governo e gerenciar o Orçamento da União.
“A missão está cumprida tanto perante a presidente Dilma como também junto aqui ao vice-presidente Michel Temer”, declarou Alves, que, ao entrar no Palácio do Jaburu, negou ter se sentido constrangido com o papel histórico que lhe coube desempenhar. Momentos antes, Alves havia notificado Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Segundo Alves, o vice demonstrou “entusiasmo” e se mostrou “esperançoso”.
Menos dias
Alves, que é primeiro secretário da mesa diretora do Senado, acrescentou que a expectativa dos senadores é que o julgamento definitivo sobre o impedimento de Dilma termine antes do prazo de 180 dias.
"A tendência, e isso já foi expressado pelo presidente (da Comissão de Impeachment no Senado) Raymundo Lira (PMDB-PI), é de que se encurte o que for possível nesse período, sempre garantindo o direito de defesa de Dilma", disse o senador.
Segundo ele, Dilma demonstrou calma ao receber a intimação de afastamento do cargo, de maneira "respeitosa, muito atenciosa e de forma natural. "Ela estava acompanhada de todo o seu gabinete ministerial”.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e outros integrantes da mesa diretora se reúnem nesta tarde com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandoswski, que irá comandar o julgamento do impeachment, para definir os procedimentos daqui em diante.
Estavam ao lado Temer, no Palácio do Jaburu, os futuros ministros da Fazenda, Henrique Meireles, da Justiça, Alexandre de Moraes, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ex-ministro Moreira Franco, entre outros.
'Governo Federal: Ordem e Progresso' será o slogan de Temer
Definido na véspera de o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assumir nesta quinta-feira (12) a Presidência, o slogan do novo governo será "Governo Federal: Ordem e Progresso".
Segundo o marqueteiro Elsinho Mouco, um dos responsáveis pela criação do novo conceito, a ideia é ter uma mensagem "forte, concisa e atual". Ele passou parte do dia desta quarta-feira (11), reunido com a equipe de Temer para fechar os últimos acertos sobre o planejamento da imagem do novo governo.
"Recuperar o País da desorganização política, econômica e social e retomar o crescimento econômico, é a tradução do conceito de Ordem e Progresso. A ideia era criar algo forte, conciso e atual Acho que conseguimos", afirmou Mouco ao jornal O Estado de S. Paulo.
O novo lema vai substituir o "O Brasil: Pátria Educadora" criado pelo governo Dilma Rousseff (PT) no início do segundo mandato da petista.
A imagem criada para o novo slogan coloca em destaque a esfera celeste da bandeira do Brasil com a frase "Ordem e Progresso" e, ao fundo, em branco a palavra "Brasil" e a expressão "governo federal".