10 de julho de 2026
Polícia

Empresa com aterro em Piratininga vence disputa por lixo de Bauru

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 1 min

Éder Azevedo
Bauru coleta cerca de 7.500 toneladas de lixo por mês

A empresa CGR Guatapará apresentou o menor preço no pregão realizado pela Prefeitura de Bauru, na manhã de hoje, para definir a destinação do lixo doméstico da cidade, em função do esgotamento do aterro sanitário municipal. O valor oferecido por tonelada enterrada foi de R$ 83,50, abaixo do orçamento médio de R$ 91,00 cotado pela administração.

Para a licitação ser homologada pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), a empresa vencedora, que gerencia um aterro privado sediado no município de Piratininga, terá 24 horas para apresentar toda a documentação exigida pelo edital.

A disputa teve a participação de duas empresas. A segunda colocada, Prime Ambiental Resíduos, de Marília, pediu R$ 174,80 por tonelada.

O valor pago atualmente pela Secretaria do Meio Ambiente à Emdurb, que opera o aterro público, é de aproximadamente R$ 67,00. A cidade gera, em média, 7.500 toneladas de resíduos domésticos por mês.

Desde o dia 29 de abril, a prefeitura paga multa de R$ 3.132,15 por cada dia em que utiliza o aterro municipal, que deve ser lacrado definitivamente a partir do dia 28 de maio.

A expectativa do governo municipal é de, até lá, ter assinado o contrato para a destinação dos resíduos ao aterro privado.

Prefeitura e Emdurb moverão ação judicial, na próxima semana, para tentar reverter a decisão da Cetesb de proibir a operação do aterro de Bauru.