O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) acatou a sugestão da Emdurb e decretou, na edição de hoje do Diário Oficial, o reajuste na tarifa do transporte coletivo municipal. Os novos valores passam a vigorar no dia 13 de junho e, em sua maioria, foram corrigidos pelo índice da inflação dos últimos 12 meses. A integração continuará gratuita.
O menor impacto, de 7,1%, será sentido pelos usuários que pagam a passagem em “dinheiro vivo”. O custo passará de R$ 3,50 para R$ 3,75.
O reajuste para quem utiliza o Cartão Transporte da Transurb será de 9,37%. Neste caso, a tarifa subirá de R$ 3,20 para R$ 3,50.
Os estudantes, por sua vez, terão que desembolsar R$ 1,75 por viagem, em vez de R$ 1,60 cobrado atualmente.
Pelo segundo ano consecutivo, o valor da passagem é reajustado sem o parecer do Conselho de Usuários do Transporte Coletivo. Uma reunião extraordinária foi convocada para a última quarta-feira, mas não houve quórum de participantes suficiente para que o processo fosse apreciado. O órgão tem caráter consultivo.
Rodrigo Agostinho afirma que a decisão por limitar o aumento da tarifa ao índice da inflação foi política, já que, tecnicamente, as despesas do sistema justificariam uma correção ainda maior.
MENOS PASSAGEIROS
A Emdurb informa que o custo da passagem é apurado pela divisão das despesas totais do sistema pelo número de passageiros. E é justamente a queda na quantidade de usuários dos ônibus circulares que culminou no decreto do reajuste, segundo o prefeito.
Nos últimos quatro meses, essa redução foi de 9,7%, mas chegou a 15% se considerados apenas o pagamento da tarifa por Vale Transporte. Numericamente, isso representa cerca de 100 mil passageiros a menos por mês.
Por essa razão, o presidente da Emdurb, Nico Mondelli, atribui o “fenômeno” ao crescente desemprego. “São menos pessoas trabalhando e, consequentemente, menos pessoas usando os ônibus”.
OUTROS GASTOS
A planilha de custos do sistema de transporte coletivo também foi impactada pelo aumento de despesas com pessoal. Os funcionários tiveram reajuste salarial de 10%, além de incremento em demais benefícios.
Além disso, nos últimos 12 meses, também foram majorados os gastos com insumos necessários para a prestação do serviço, como o diesel e óleos.