08 de julho de 2026
Geral

Expectativa de vida cresce 2,8 anos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A duração de vida média da população residente aumentou 3,9 anos no Estado de São Paulo, entre 2000 e 2014, passando de 71,5 anos em 2000 para 75,4 anos em 2014. A informação é do levantamento da Fundação Seade. Na região de Bauru, conforme a mesma pesquisa, a esperança de vida cresceu 2,8 anos, passando a 75 anos.

Conforme a Fundação Seade, o Radar Regional analisa a esperança de vida ao nascer da população e seus principais condicionantes nas diferentes regiões do Estado. O levantamento inclui informações sobre mortalidade por grupos etários, inclusive por principais causas de morte. O tema compõe o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas na dimensão longevidade.

As maiores expectativas de vida foram observadas nas regiões de São José do Rio Preto (76,1 anos), Ribeirão Preto (76), Franca (75,9) e Campinas (75,9). As menores, as regiões de Santos e Itapeva (74,0 anos) e Registro (74,6). A diferença, portanto, entre o maior e o menor nível regional é de 2,1 anos de vida média.

Segundo os dados, os maiores ganhos ocorreram, em geral, entre as regiões com menores indicadores de vida média. Para a Seade, isso revela que, nesses locais, houveram ações para aumentar os indicadores de saúde capazes de estimular a longevidade.

Atividade e corpo
A assiduidade de Irma Rangel Martins, 82 anos, às aulas de pilates não está dissociada de indicador de prevenção que colabora com aumento da expectativa de vida. Para a fisioterapeuta Nathalia Regina Sabatini Gandolfi, também formada em osteopatia e mestre em fisiopatia em clínica médica, esse tipo de “atitude” é essencial, já que o envelhecimento é acompanhado por uma série de alterações físico-emocionais que apresentam profundo impacto na vida dos indivíduos.

“A atividade física é reconhecida como uma ferramenta terapêutica nesses casos, tanto do ponto de vista físico quanto do psicológico, possibilitando a melhora da mobilidade articular, da resistência muscular e óssea e equilíbrio postural. Porém, considerando-se a relativa fragilidade desse grupo etário, há que ter cautela com os vários tipos de exercícios, uma vez que alguns deles podem resultar em lesões potencialmente graves”, orienta.

Por esta razão, ela sugere como opção o método pilates direcionado para a faixa etária. “É um método de condicionamento físico que trabalha corpo e mente, motricidade cognição de maneira integrada e unificada. Os exercícios devem ser realizados seguindo alguns princípios: respiração, concentração, centralização, fluidez, precisão e controle”, cita Sabatini.

A vantagem, complementa, está no sistema de exercícios dinâmicos, que visam trabalhar fortalecimento muscular, flexibilidade, melhora da coordenação motora, postura e equilíbrio, tendo como foco o fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna, as quais implicam uma melhor qualidade de vida do idoso.

MENOS RISCOS
Esses fatores, consequentemente, evitam a incidência de quedas, minimizando o risco de fraturas, as quais implicam considerável morbimortalidade em idosos.  Além disso, por se tratar de processo individualizado, permite cuidado e interação maiores entre fisioterapeuta e paciente.

Outra intervenção profissional recomendada a idosos é a osteopatia, que direciona sua atenção para o paciente e não para a doença, pois a enfermidade é resultante do desequilíbrio do corpo.

“Ao tratar o corpo e devolver a liberdade aos tecidos, o osteopata auxilia o organismo a voltar ao estado de homeostasia, seu estado natural de equilíbrio. O tratamento osteopático é realizado com técnicas não invasivas de terapia manual, sempre buscando devolver o movimento fisiológico aos tecidos que estão em sofrimento”, orienta o fisioterapeuta Rodolgo Rodrigo Gandolfi.

“Com o passar do tempo, nosso corpo se modifica, nosso metabolismo fica mais lento, mas, com os devidos cuidados, podemos passar por este processo sem sofrimento. A osteopatia pode ajudar muito nesse processo, pois o osteopata possui técnicas para trabalhar todos os tecidos do corpo, liberando vários tipos de bloqueios e ajudando o corpo a se manter saudável, aliviando as dores, tensões e rigidez articular, melhorando a mobilidade e a flexibilidade. O tratamento é suave e cauteloso”, finaliza.