08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Agradecimentos à PM, ao Samu e ao JC

Ricardo Manoel Sobrinho, advogado, neto e ?filho? de Tibúrcio
| Tempo de leitura: 2 min

Prezado editor,

Escrevo para, em nome da minha avó, Esther; da nossa família, especialmente dos seis filhos (Jupira, Gildinei, Gildson, Gilson, Ricardo e Fabrício) do meu avô, o Cacique Tibúrcio,  pela matéria sobre o falecimento dele. Uma pena que eu não estava no momento em que a repórter Cinthia Milanez foi até o Memorial onde ele estava sendo velado porque teria feito de público um agradecimento ainda mais especial. Mas agora me sirvo deste espaço do leitor.

Queria agradecer aos policiais militares da Base da avenida Pinheiro Machado que foram muito prestativos. Chegaram à casa do meu avô antes da equipe do Samu e tentaram por mais de 10 minutos reanimá-lo. E quero agradecer à equipe do Samu que mesmo sendo avisada pelos PMs da tentativa vã de reanimação, não se furtaram à nova tentativa que se estendeu por mais de 20 minutos. Acompanhei os trabalhos e as equipes sempre foram muito dedicadas.

Senhor editor, sem querer tomar seu espaço, gostaria de relatar um episódio envolvendo o sr.  Alcides Franciscato, que sempre foi atencioso para com meu avô, contando uma pequena lembrança minha. Foi quando minha mãe faleceu em 78 e ele apoiou no sentido de transportar os amigos da família daqui de Bauru para a aldeia de Araribá (na vizinha Avaí), onde ela foi enterrada. Ele de pronto arrumou o translado e ficou a lembrança até hoje do cortejo com o ônibus transportando os amigos. E eu tinha então apenas cinco anos. Isso muito me marcou.

Por tal acontecimento chego à conclusão de que de alguma forma o Grupo Prata e, por extensão o Grupo Cidade, sempre participou dos momentos mais importantes, não só da vida da minha família mas, tenho certeza de muitas, inúmeras famílias desta cidade sem limites. Isso independentemente de terem sido acontecimentos felizes ou tristes, mas simplesmente cumprindo com o seu propósito.

Quero agradecer também à presença da diretoria e dos amigos do Jardim Botânico, onde meu avô trabalhou como guia por 12 anos e do prefeito Rodrigo Agostinho no funeral que, levaram um último adeus, em reconhecimento à pessoa que trabalhou não só pensando no bem de sua família, mas por amor e dedicação à ferrovia, à natureza, à causa do povo indígena. Só não me perguntem aonde ele arrumava tempo para tanto porque até hoje eu mesmo não sei (risos). Digo com muita propriedade que, apesar de pantaneiro, Tibúrcio Manoel Sobrinho tinha como fim de sua história neste plano, esta cidade de Bauru!