O petróleo opera em alta nesta segunda-feira (16), o que faz o dólar perder terreno frente à maior parte das moedas globais.
No cenário doméstico, sem ação do Banco Central no mercado de câmbio, o dólar comercial recuava há pouco 0,36%, para R$ 3,511. A moeda americana à vista caía 0,02%, para R$ 3,509. Em dia de vencimento de opões sobre ações, o Ibovespa avançava 0,26%, aos 51.937,51 pontos.
No campo político, os investidores aguardam o anúncio do novo presidente do Banco Central e demais membros da equipe econômica, que deve ocorrer nesta terça-feira (17).
A previsão inicial, segundo disse na sexta-feira (13) o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, era de que o anúncio ocorresse nesta segunda-feira.
O mercado também espera o anúncio das primeiras medidas econômicas do presidente interino Michel Temer. Essa cautela se reflete na redução do fluxo de negócios.
Para Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora H.Commcor, o clima de incerteza política tira o impulso do mercado doméstico. "Há uma decepção no mercado com o adiamento do anúncio do novo presidente do BC nesta segunda-feira, pois é a primeira promessa não cumprida", afirma.
"A cautela se reflete no baixo volume de negócios nesta sessão", acrescenta Alessie.
As ações PN da Petrobras subiam 2,85%, a R$ 9,73, e as ON ganhavam 4,95%, a R$ 12,72. Os papéis PNA da Vale ganhavam 2,07%, a R$ 12,32, e os ON, +3,20%, a R$ 15,15.
No setor financeiro, Itaú Unibanco PN subia 0,12%; Bradesco PN, -0,56%; Banco do Brasil ON, -0,56%; Santander unit, +0,54%; e BM&FBovespa ON, -1,40%.
No mercado de juros futuros, o contrato de DI operava quase estável, de 13,575% para 13,570%; o contrato de DI para janeiro de 2021 subia de 12,190% para 12,260%, refletindo a cautela em relação a quem assumirá o BC.
A pesquisa semanal Focu, do BC, divulgada nesta manhã, mostra que a estimativa de economistas para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 13% neste ano e cortada de 11,75% para 11,50% no próximo.
O petróleo Brent, negociado no mercado futuro de Londres, avançava 2,61%, para US$ 49,08 o barril; nos EUA, o WTI ganhava 2,86%, para US$ 47,52 o barril.
O movimento ocorre após relatório do Goldman Sachs projetar redução no excesso de oferta global da commodity.