09 de julho de 2026
Geral

Bauruense está a "dois passos" do seu maior desafio

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Facebook
Leila se despede da filha Thais, que saiu rumo ao cume do Everest no último sábado (14); mãe vai esperar em um monastério budista

Rotina não é palavra de ordem para a bauruense Thaís Amadei Pegoraro, de 37 anos, que se incumbiu de escalar os sete cumes mais altos do mundo. Desde o ano passado, ela passou pelo William McKinley, na América do Norte, Elbrus, na Europa, Kilimanjaro, na África, Vinson, na Antártica, Aconcágua, na América do Sul, e, agora, Monte Everest, na Ásia. Em seguida, ela pretende finalizar a empreitada no Carstensz, na Oceania.

Mas, por enquanto, Thaís tenta sobreviver em meio à escassez de oxigênio, já que saiu rumo ao terceiro dos quatro campos do Everest, a mais alta montanha do planeta, com 8.848 metros. Como não há comunicação a esta altitude, quem conversou com a reportagem foi a tia da aventureira, Lúcia Liz Amadei. Ela relata que a empreitada rumo ao Everest teve início no dia 4 de abril, quando Thaís saiu de Catmandu, a capital do Nepal, rumo ao vilarejo de Lukla.

De lá, a bauruense andou 56 quilômetros durante nove dias até o Base Camp (Acampamento Base) do Everest, com 5.300 metros de altitude. Para suportar o cansaço da caminhada e a escassez de oxigênio, Thaís teve um apoio mais do que especial: sua mãe, Leila Liz Amadei, a acompanhou nessa primeira parte da viagem. Agora, ela aguarda o retorno da filha em um monastério budista de Catmandu.

Thaís se preparou para o desafio durante um mês. Ela ficou de 13 de abril a 14 de maio subindo e descendo de um campo a outro, em ciclos de aclimatação, como dizem os praticantes do esporte. “Até o cume do Everest, são quatro campos e, agora, a Thaís saiu rumo ao terceiro, com 7.400 metros de altitude. Essa divisão existe para que os aventureiros possam se acostumar às condições climáticas”, argumenta a tia da bauruense.

Comunicação

Lúcia, a tia coruja de Thaís, só consegue notícias da sobrinha, porque acessa o portal da Grade 6, uma agência especializada em viagens culturais e de aventura. “Não dá para usar celular a esta altitude”, acrescenta. Segundo ela, a previsão é de que a bauruense realize seu maior desafio até 19 de maio, mas tudo depende das condições do tempo. Em 2 de junho, mãe e filha voltarão ao Brasil.

Leila virá a Bauru, mas não sabe se Thaís voltará à cidade natal ou irá para o Rio de Janeiro, onde vive. Este é o sexto dos sete cumes mais altos do mundo que a aventureira escala. O próximo será o Carstensz, na Oceania, com 4.250 metros de altitude. O objetivo é cumprir toda a expedição em 15 meses, o que seria um novo recorde feminino no País, onde só uma mulher  conseguiu a façanha, porém, após seis anos de tentativas.