09 de julho de 2026
Bairros

Bauru tem mais um caso de leishmaniose em humanos este ano


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A Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta quarta-feira (18) mais um caso de Leishmaniose Visceral Americana (LVA), referente a 2016, pelo Instituto Adolfo Lutz.

Trata-se de um adulto, 46 anos, do sexo masculino, morador do Parque Santa Cecília, com início de sintomas em 01/04/16, tratada no Hospital Estadual de Bauru.

Bauru totaliza 3 casos de LVA em 2016 e 17 casos em 2015 sem óbitos.

A doença em humanos

A transmissão da doença em humanos ocorre após a picada do mosquito Lutzomyia longipalpis, conhecido como mosquito palha, que esteja infectado pelo protozoário flebotomíneo depois de ter picado um animal infectado, que na área urbana podem ser cães e gatos.

Os sintomas da LVA em humanos são: febre, emagrecimento, fraqueza, anemia e aumento de baço, dentre outras manifestações.

O diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A doença em animais

 A leishmaniose visceral canina é uma doença .grave para os animais. O cão é considerado um importante reservatório do parasita. A doença não é transmitida através da lambidas, mordidas e afagos. O contágio ocorre somente por meio da picada da fêmea do flebotomíneo Lutzomyia longipalpis infectada.

O cão infectado pelo parasita pode adoecer logo ou demorar meses para apresentar sintomas. Todos os cães infectados, e portanto, um risco à saúde, mesmo aqueles sem sintomas aparentes, são fonte de infecção para o inseto transmissor.

A colaboração da população é uma das formas mais efetivas de prevenção da doença através das seguintes ações:

Manutenção da limpeza dos quintais e terrenos baldios com a eliminação do lixo orgânico de forma adequada (restos de comida, folhas, frutos, restos de galhos),, escoamento da água parada, limpeza dos abrigos de animais domésticos, higienização periódica dos animais e outros

Sintomas em animais

Apatia (desânimo, fraqueza e sonolência), perda de apetite emagrecimento, feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda (que demoram a cicatrizar), descamação da pele, crescimento anormal das unhas e perda de pelos. Em fase avançada da doença, os animais apresentam aumento abdominal (“barriga inchada” por causa do aumento do fígado e do baço), problemas oculares (olho vermelho, secreção ocular, diarreia, vômito e sangramento intestinal).