Gostaria aqui de fazer eco às palavras de Caio Coube, na coluna do dia 19 de maio, sobre a cassação dos vereadores Fabiano Mariano, Faria Neto e Fernando Mantovani, sem esquecer os suplentes José Carlos Batata e Jorge Santos. Desde o início desse processo, tenho manifestado minha indignação pelo seguidos desfechos das ações.
Minha indignação é por conhecer os procedimentos de elaboração e distribuição do citado jornal, do qual fizeram parte os vereadores e suplentes, bem como outros candidatos à época. Importante relembrar que não foi a primeira vez que o referido jornal circulou, mas em 2008 procedimento semelhante foi usado, sem que houvesse qualquer julgamento nesse sentido.
Mais, ainda, me pergunto sobre outros procedimentos em que assistimos durante o período eleitoral que ferem a democracia, como o abuso do poder econômico, privilégios como afastamento do funcionário público de suas funções, dando a ele mais disponibilidade para atuar livremente na campanha, enquanto outros trabalhadores têm que dividir o tempo em trabalhar e fazer campanha. Por quê? Se estiver na ativa, usará da máquina pública ao seu favor? E a ética? E a legislação que regulamenta tudo isso? E os vereadores, prefeitos e demais que não se afastam, não usam do mandato para proveito eleitoral? Difícil distinguir ações eleitorais das ocupações diárias do cargo.
Sem falar aqui de outros processos eleitorais em âmbito menor, como conselhos municipais, como o Conselho Tutelar, recentemente em nossa cidade. Há muito o que aprender para sermos de fato uma sociedade mais justa, democrática e onde a população tenha a certeza que poderá confiar plenamente na Justiça. Ou melhor, onde possamos confiar que a Justiça seja igual para todos, sem distinção de cor, ração ou credo.