| Malavolta Jr. |
| Vice-presidente do Noroeste, Rafael Padilha, presidente do Conselho Delibetivo, Toninho Rodrigues, e vice-presidente do Conselho, Roger Yafushi, durante a reunião de ontem |
Em reunião do Conselho Deliberativo que durou menos de uma hora, ontem à noite, o Esporte Clube Noroeste apresentou os números prévios do balanço financeiro do último ano, que ainda precisa do aval do Conselho Fiscal e posterior publicação, tanto na mídia como no site da Federação Paulista de Futebol (FPF), para onde já foi enviado.
Os dados do clube mostram que o faturamento ao longo de 2015 foi de pouco mais de R$ 2 milhões, com despesa semelhante. A principal fonte de receita foram os patrocínios, e a maior despesa com folha de pagamento – entretanto os números detalhados ainda não foram apresentados.
Quanto às dívidas do Noroeste, o IPTU soma um montante de R$ 1,6 milhão. Houve um parcelamento em 60 meses (cinco anos), na semana passada, junto à Prefeitura de Bauru. A primeira parcela foi paga, no valor de R$ 68 mil, e as demais serão de R$ 32 mil. Uma das possibilidades levantadas foi a do aluguel do Ginásio Panela de Pressão ter o mesmo valor da dívida mensal, porém sem vinculação. A prefeitura ainda está avaliando quanto poderá pagar por um novo contrato de cinco anos de locação do ginásio (leia mais ao lado).
O presidente do Noroeste, Emílio Brumati, não pode estar presente, e foi representado pelo vice Rafael Padilha e pelo diretor Paulo Godoy. Os conselheiros que compareceram foram Toninho Rodrigues (presidente), Roger Yafushi (vice), Marcos Cunha, Fernando Garmes, Reynaldo Grava e João Carlos Amaral.
A diretoria noroestina reiterou que a ausência da equipe na Copa Paulista se deve a falta de recursos para manter um time profissional neste momento – apenas o sub-15 e sub-17 estão em ação. “A prioridade neste momento é deixar as contas em dia”, resumiu Godoy. Somente de água, esgoto e energia, o Noroeste gasta cerca de R$ 9 mil mensais, por exemplo.
Mudanças
O ex-presidente do clube, Toninho Gimenez, pediu ontem renúncia do cargo de conselheiro. Outra mudança foi na presidência do Conselho Fiscal. Com a saída de Cláudio Bahia do cargo, em 2015, o Conselho aprovou o nome de Reynaldo Grava para ocupar o posto.
Ações
Durante o encontro, os dirigentes disseram aos conselheiros que o Alvirrubro pretende reunir os 32 processos trabalhistas, totalizando R$ 1,6 milhão, em um único bloco, com pagamento mensal de R$ 25 mil à Justiça, por cinco anos. O caso pode ter um desfecho até o próximo mês.
Porém, o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (Sapesp) rebate os números do Norusca. De acordo com o advogado Filipe Rino, que defende a entidade, são mais de 50 ações, totalizando mais de R$ 2 milhões. “São R$ 20 mil por mês só de multa que o clube tem por não pagar outros acordos. O Sindicato não pode aceitar uma proposta como essa, teria que ser maior”, afirma.
Ele comenta ainda que um novo contrato de aluguel entre a prefeitura e o Noroeste pode não se concretizar por conta disso. “Dívida trabalhista tem prioridade sobre dívida fiscal. Inclusive o Ginásio Panela de Pressão pode ser penhorado novamente em breve, por conta do não cumprimento de acordos anteriores. A possibilidade de um novo contrato de locação é complicada, pois na condição de devedor de ações trabalhistas o clube não poderia vender ou alugar seu patrimônio”, completa Rino.