08 de julho de 2026
Esportes

Cuca estuda mudar ataque do Palmeiras


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José Patrício/AE
Descontente com desempenho ofensivo, Cuca deve devolver titularidade a Dudu

Ainda sem saber quando poderá voltar a contar com Lucas Barrios, o técnico Cuca já começa a trabalhar a possibilidade de mudar o esquema tático do Palmeiras. A equipe deixaria de jogar com um centroavante e passaria a atuar com atacantes mais velozes, pelas beiradas do campo.

Barrios reclamou de dores na panturrilha direita na última quinta-feira (19), e deixou o treino mancando. No dia seguinte, no entanto, ele apareceu na lista de atletas relacionados para enfrentar a Ponte Preta. No último sábado (21), momentos antes do jogo, veio a surpresa: o paraguaio não viajou para Campinas.

Cuca, então, colocou Alecsandro no ataque. A escolha não deu certo e, no intervalo, o treinador colocou Rafael Marques em campo, mas o setor ofensivo continuou rendendo abaixo do esperado. Por isso, Cuca cogita escalar Dudu desde o início, quarta-feira, diante o Fluminense, no Allianz Parque, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Assim, o trio de ataque seria formado por Roger Guedes, Gabriel Jesus e Dudu e o time deixaria de ter um “9” de ofício em campo.

Nesta formação, quem passaria a jogar mais avançado, como referência ofensiva, seria o garoto Gabriel Jesus. “Eu gosto do Jesus como centroavante, quero poder vê-lo jogando dessa forma”, justificou Cuca, que deixou o estádio Moisés Lucarelli criticando o árbitro Leandro Vuaden pelo gol anulado de Gabriel Jesus e pela expulsão que resultou de suas reclamações na beira do gramado, no duelo contra a Ponte Preta. Para o treinador do Palmeiras, o juiz “usa o cartão como se fosse um revólver”.

“O Vuaden é o cara da arbitragem que eu mais gosto. Ele apitou um jogo meu há um tempo em que se não fosse peitudo o Fluminense teria caído. Eu sempre o elogio por esse jogo”, ponderou o treinador, antes de criticar o juiz.

“Eu estou na Vila Belmiro (na semifinal do Campeonato Paulista), vou cinco metros para dentro, comemoro um gol no campo e sou expulso. Aí o Tchê Tchê dá um bico na bola, a bola segue para o meu defensor, ele dá falta, eu falo que não foi e sou expulso. É fácil justificar o erro assim”, reclamou.

“Quando os árbitros erram, como o gol que ele anulou mal, eles têm de ser suspensos também. Por que usar o cartão como revólver? Que mal está fazendo? Que desrespeito o técnico teve com ele para reagir assim? É fácil passar a responsabilidade por uma falta que não foi. Se foi falta o lance em que fui expulso, eu volto atrás. Se não, ele que tire o cartão que me deu”, disse Cuca.

A reclamação do treinador teve origem em lance no qual Gabriel Jesus marcou o gol que decretaria o empate no placar, aos 39 minutos do segundo tempo. Vuaden, contudo, anulou o lance por impedimento, apesar de a bola vir da defesa da Ponte Preta para o atacante.