09 de julho de 2026
Nacional

Ginástica brasileira se vê 'em bom caminho' para a Olimpíada

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 3 min

A última competição em casa antes dos Jogos Olímpicos do Rio rendeu 13 medalhas (seis ouros, quatro pratas e três bronzes) para a ginástica artística brasileira. Mais importante do que o número de pódios foi o bom desempenho dos atletas na etapa de São Paulo da Copa do Mundo, realizada no Ginásio do Ibirapuera, neste fim de semana.

Reprodução Internet
os 31 anos, Daniele Hypolito provou que está em ótima forma. 

“A análise que nos interessa é da nota dos aparelhos e dos testes das mudanças nas séries. Estamos em um caminho bom, em um processo de limpeza de séries e definição da equipe”, explica Leonardo Finco, coordenador da seleção masculina da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

De acordo com Leonardo, o único ginasta já garantido na equipe olímpica masculina é Arthur Zanetti, que conquistou a medalha de ouro nas argolas neste domingo. Com a nota 15,800, o atual campeão olímpico mostrou que a regularidade é um dos seus pontos fortes. Ele tem conseguido manter essa média nas últimas provas disputadas.

Outro trunfo de Zanetti é a frieza, ainda maior neste ciclo olímpico do que nos meses que antecederam os Jogos de Londres, em 2012. "Já tinha uma tranquilidade, mas agora as cargas de treino e de competição me deixam ainda mais tranquilo. Provavelmente eu estaria um pouco mais ansioso, aqui estou tranquilo demais", afirma.

Já o técnico Marcos Goto vive a situação oposta. A pressão aumenta à medida que a expectativa de medalha sobre o pupilo cresce. "A responsabilidade que eu tenho hoje é muito maior. Em Londres, ninguém vinha me cobrar, ninguém conhecia o Arthur", compara.

As outras quatro vagas da equipe ainda estão abertas. Arthur Nory Mariano e Sérgio Sasaki, os dois generalistas do time, tiveram um importante teste em São Paulo. Sasaki abriu o dia com o ouro na barra fixa (15,250), aparelho em que Nory sofreu uma queda e amargou a 5.ª posição. No salto, os ginastas trocaram de papel e fizeram dobradinha para o Brasil no pódio. Nory deu a volta por cima com a primeira posição (14,800). Sasaki fez o melhor salto do dia, mas não repetiu o desempenho no segundo e acabou com a prata (14,675).

Feminino - A equipe feminina para os Jogos Olímpicos já está definida: Daniele Hypolito, Jade Barbosa, Rebeca Andrade, Lorrane Oliveira e Flávia Saraiva, que deu lugar a Carolyne Pedro em São Paulo. Essa é a formação ideal, segundo Georgette Vidor, coordenadora da equipe feminina da CBG.

"A gente atingiu os nossos objetivos. Não estavam aqui grandes competidoras, o que a gente estava observando eram as notas que as nossas ginastas teriam e, sobretudo, se elas iam fazer provas sem erro. A gente conseguiu praticamente 100%", destaca Georgette. 

E ela explica a decisão de deixar Jade Barbosa na posição de hors concours, fora da briga por medalha nas barras assimétricas. "A gente está trabalhando a segurança das atletas. Foi muito mais testar a Lorrane do que qualquer coisa. E a gente queria ver a paralela da Jade porque ela errou nas duas últimas competições."

Aos 31 anos, Daniele Hypolito provou que está em ótima forma. A ginasta, que havia conquistado o único ouro do Brasil no sábado, sagrou-se campeã também no solo e na trave ontem. "Foi uma competição constante. Quem olha para mim sabe que estou firme e segura. É continuar trabalhando isso", destaca. O desempenho já faz a veterana repensar a aposentadoria. Carolyne comemorou a medalha de bronze no solo, e Rebeca fechou a participação do Brasil com o terceiro lugar na trave.