| Elisabete Mantoanelli de Sá/Divulgação |
| Raphaela comemorou seus 15 anos com um vestido de princesa |
Aos 8 dias de vida, Raphaela de Sá Agostinho chegava ao Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da Universidade de São Paulo (USP), mais conhecido como Centrinho. O local virou sua casa. Ela é a única brasileira e a sétima no mundo a ser diagnosticada com a Síndrome Carey-Fineman-Ziter. Nessa terça-feira (24), a garota recebeu uma festa dentro da unidade de saúde, em comemoração ao seu aniversário de 15 anos, que será no próximo dia 27.
O principal sintoma da doença de Raphaela, cujo tratamento ainda é desconhecido, é a falta de força muscular para respirar. Ela também sofre com o comprometimento de outros órgãos, como rins e estômago, além de paralisia facial. Quem contou sua história foi a avó, a dona de casa Elisabete Mantoanelli de Sá, de 60 anos. “Preparamos um bolo simbólico e a vestimos com uma linda roupa”, descreve.
O motivo dessa festa tímida é o fato de Raphaela estar na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital, onde o controle contra infecções é ainda maior. Contudo, o que importa é a lembrança e o amor que sua família sente por ela. “Eu, meu marido e minha filha a visitamos diariamente e comemoramos o aniversário da Rapha todos os anos. Nós não poderíamos deixar de celebrar esse milagre de Deus, que a manteve viva”, narra.
Gratidão pela vida
Elisabete não deixa de ressaltar o trabalho feito pelo Centrinho, já que a garota está internada desde que era um bebê. “Somos atendidos pelo SUS e eternamente gratos aos funcionários do hospital, que é mesmo uma referência, porque conseguiu manter a Rapha viva até hoje”, acrescenta. Portanto, a avó da debutante não celebra apenas seu aniversário, mas a gratidão pela vida.