11 de julho de 2026
Esportes

Paschoalotto/Bauru vence segundo jogo contra Flamengo no NBB

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

João Pires/LNB
O técnico Demétrius mexeu bem na equipe, tanto que ontem Bauru fez 28 pontos de atletas vindos do banco, contra seis no 1º jogo

Mais consistente, melhor defensivamente e cometendo menos erros que no jogo anterior, o Paschoalotto/Bauru bateu o Flamengo na segunda partida da final do Novo Basquete Brasil (NBB) 2015/16, na casa do adversário. Demonstrando não ter se abatido diante da derrota no primeiro duelo da série melhor de cinco, o Dragão venceu o Rubro-Negro por 85 a 80 e forçou, desde já, a necessidade de um quarto jogo das finais, que será realizado no dia 4 de junho, em Marília.

O próximo desafio, contudo, já acontece nesse sábado (28), novamente na Arena Carioca 2, às 14h10, no Rio de Janeiro. Um eventual quinto jogo, se necessário, ocorre novamente na Cidade Maravilhosa, em 11 de junho.

Com dois bons primeiros tempos, uma “derrapada” no terceiro e uma recuperação surpreendente no quarto – quando a equipe chegou a ficar doze pontos à frente no placar, o Bauru Basket teve o pivô Murilo como um dos seus principais destaques. Mas, resultado de um forte trabalho coletivo, seis jogadores pontuaram em dois dígitos: Paulinho Boracini (17 pontos), Alex Garcia (13), Hettsheimeir (12), Jefferson (10), Léo Meindl (13) e Murilo Becker (11) – estes dois últimos vindos do banco.

O jogo

Caio Casagrande/Bauru Basket
Jogadores do Bauru Basket, inclusive Ricardo Fischer, que se recupera de lesão, vibraram bastante após o jogo, no Rio

O jogo foi intenso e muito físico. Mesmo ainda sem alcançar o nível ideal, o Dragão teve melhor desempenho nos rebotes ofensivos na comparação com o primeiro duelo, o que ajudou a manter a partida equilibrada no primeiro quarto. Ainda testando a melhor estratégia para vencer o Flamengo, o técnico Demétrius Ferracciú lançou mão de Murilo, que começou a pontuar logo nos primeiros segundos em quadra, mesmo ainda recuperando-se de uma lesão. O placar, contudo, terminou empatado em 15 pontos.

O jogo seguiu equilibrado no segundo quarto, com muitos erros de ataque cometidos por ambas as equipes. Foi cerca de um minuto e meio sem ninguém conseguir marcar. Mas o Paschoalotto imprimiu seu ritmo de jogo e conseguiu abrir vantagem de oito pontos, encerrando o período em 26 a 31.

Mesmo com um Olivinha apagado no duelo, o Flamengo não vendeu a vitória fácil ao Bauru Basket. Embalado por Marquinhos e Marcelinho, o time fluminense conseguiu empatar a partida em 39 a 39, quando faltavam 3min30s para o final do terceiro quarto. Sem Murilo, que voltou ao banco, e cometendo erros primários, o Bauru viu o Rubro-Negro virar o placar. Com excelente aproveitamento de lances livres, mas ainda pressionado, o time da casa fechou o período em 49 a 47.

Bauru voltou melhor para o último quarto e retomou a ponta do placar, anotando 11 pontos em menos de 3min30s. Fazendo valer as oportunidades criadas a partir de infiltrações no garrafão e chutes de três pontos, o Dragão abriu doze pontos de vantagem. Resistindo à pressão do Flamengo, que chegou a esboçar reação com a boa atuação de Marquinhos, o Paschoalotto fechou a partida em 80 a 85.

Superação

À rádio Auriverde, o técnico Demétrius Ferracciú destacou que a experiência e confiança dos jogadores foram decisivas para a vitória do Paschoalotto/Bauru, na tarde dessa quinta-feira (26). Ele ponderou, contudo, que a equipe ainda precisa melhorar sua performance, especialmente no domínio dos rebotes defensivos e no aproveitamento na linha de lances livres.

“No final da partida, corremos risco de perder por fundamentos que são fáceis de corrigir tecnicamente”, alertou, confirmando a importância de Murilo para a vitória no segundo duelo da série.

Já Paulinho Boracini destacou o bom jogo coletivo apresentado pelo Dragão. “Fizemos um jogo ofensivo forte, tentando tirar o adversário da zona de conforto. Em alguns momentos, o Flamengo foi mais agressivo na defesa, mas sabíamos que, se conseguíssemos atacar mais rápido, poderíamos sair com a vitória. E não deu outra”, completa.