| Caio Casagrande/Bauru Basket |
| “O mais importante é saber que temos condições de fazer um jogo melhor ainda para poder ganhar no Rio de novo”, diz o técnico Demétrius Ferracciú |
O triunfo do Paschoalotto/Bauru sobre o Flamengo anteontem, no Rio de Janeiro, por 85 a 80, deixou novamente aberta a série final do Novo Basquete Brasil (NBB) 2015/16, e injetou novo ânimo ao time bauruense, que agora tem a real possibilidade de decidir o título no interior paulista.
Após perder no jogo 1, em Marília, o Dragão mostrou força na segunda partida, no Rio, e hoje, a partir das 14h10, volta a duelar com o Flamengo na Arena Carioca 2, buscando mais uma vitória para virar a série, e ter a chance de ser campeão no próximo sábado (4 de junho), quando o confronto volta para o Ginásio Neusa Galetti, em Marília. Caso um quinto jogo seja necessário, será no dia 11 de junho, no Rio.
Apesar da empolgação pela vitória de quinta-feira, quando o time se portou bem em quadra, com destacado aproveitamento ofensivo e defensivo, o elenco do Bauru prega cautela para a partida de hoje, ainda mais por ser, novamente, na casa do adversário. “Estamos muito felizes pelo resultado, mas sabemos que ainda não ganhamos nada. O mais importante é saber que temos condições de fazer um jogo melhor ainda para poder ganhar no Rio de novo”, afirmou o técnico Demétrius Ferracciú, ao site oficial da Liga Nacional de Basquete (LNB), entidade que organiza o NBB.
Flamengo
Por enquanto, ser o mandante parece não ser fator decisivo na série final do NBB. Muito porque os dois times não estão atuando, de fato, em suas casas. O Dragão, acostumado ao Ginásio Panela de Pressão e ao calor bauruense, ‘esfriou’ jogando no Neusa Galetti, em Marília, que além de ser muito maior e com arquibancadas distantes da quadra, não estava lotado.
Já o Flamengo sempre fez valer sua força no Ginásio do Tijuca, que a exemplo da Panela, se transforma em um caldeirão nas partidas decisivas. A Arena Carioca 2, apesar de estar dentro do município do Rio de Janeiro, também não aparentou ser um fator tão diferencial aos Rubro-Negros, em comparação à antiga casa.
Em quadra, o clube carioca não conseguiu repetir na última quinta-feira o bom desempenho que teve na reta decisiva do jogo 1. Para o técnico José Alves Neto, méritos também do Bauru. “Tivemos bastante volume, mas eles (Bauru) tiveram um aproveitamento muito bom. É só olhar as eficiências: uma muito alta de Bauru e uma muito baixa nossa. Não me lembro de nenhuma partida que tivemos com 69 de eficiência. Precisamos ver o que erramos para ter esse aproveitamento baixo e vir preparados para o próximo jogo”, declarou José Neto ao site da LNB.
Os dois treinadores finalistas são também concorrentes ao Troféu Ary Vidal, que será concedido ao melhor técnico do NBB 2015/16. Além de Demétrius, do Bauru, e José Alves Neto, do Flamengo, também disputa o prêmio Alberto Bial, do Basquete Cearense.
‘Meia seleção’
Bauru e Flamengo são os dois times nacionais que mais devem ceder jogadores ao técnico Rubén Magnano, da seleção brasileira, para a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O ala Alex Garcia, do Bauru, e o ala Marquinhos, do Flamengo, são nomes praticamente certos na lista final de 12 convocados para as Olimpíadas.
Pelo lado bauruense, quem segue na briga por uma das vagas é o pivô Rafael Hettsheimeir. O armador Ricardo Fischer é outro jogador que estava bastante cotado, mas a lesão no joelho sofrida em março, na Liga das Américas, impede que ele seja chamado, pois só deve voltar às quadras na próxima temporada. Em outras oportunidades, o ala Léo Meindl, o ala/pivô Jefferson, o pivô Murilo Becker e o armador Paulinho Boracini também passaram pela seleção.
Entre os flamenguistas, são nomes possíveis de convocação para os Jogos deste ano o armador Rafa Luz, o ala Marcelinho Machado e o ala/pivô Olivinha. O pivô JP Batista também já atuou com a camisa canarinho em outros torneios.