Nesta semana inaugura-se a 3º Vara da Família e Sucessões em Bauru, com o intuito de atender à demanda altíssima de divórcios, separações, cartas precatórias, guardas, fixação e execução de alimentos etc. Como munícipe e acadêmico do Direito, parabenizo a iniciativa que, na realidade, já vem desde 2006 lutando por esse projeto.
Parabenizo o excelentíssimo doutor João Thomaz Diaz Parra, diretor do Fórum de Bauru, e todos os profissionais da área, mas como bacharel em Teologia me traz uma profunda sensação de impotência e isso me refiro como um ministro de ordem religiosa sobre quais os valores que estamos fundamentando no seio da família bauruense.
São tantas festividades e reuniões e marchas e campanhas milagrosas que, na verdade, pesa sobre todo líder religioso da qual eu também visto esse manto da responsabilidade, de ter participação na omissão sobre tal assunto, já que na esfera judiciária entendemos que existe crime por omissão, fica para nós um alerta.
Prestaremos conta um dia. Pois a própria Bíblia (livro de fé e conduta aceita por todos os cristãos, quer sejam católicos, espíritas e evangélicos) sabemos do valor da família neste quesito. De um lado, que parabenizamos o Judiciário pela iniciativa, pesa sobre nós a responsabilidade de continuar ou começar a apregoar os valores familiares, coisas básicas que já podemos começar a fazer, como, por exemplo: a refeição com todos à mesa com celulares, tablets e lap tops desligados, a pergunta de como foi seu dia, a oração em família, voltar a frequentar os cultos que promovem os valores familiares, sociais e espirituais, acompanhamento nos estudos etc. Que Bauru volte os olhos para seu maior patrimônio: A Família.